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Segunda-feira, 26 de Outubro 2026
Minas Gerais

Comissão da Assembleia de Minas cancela audiência sem presença de autoridades

Secretário de Estado de Educação e comandante-geral da Polícia Militar não compareceram à reunião marcada para debater escola na região Noroeste de Belo.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Comissão da Assembleia de Minas cancela audiência sem presença de autoridades
Assembleia Legislativa de Minas Gerais
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A Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) cancelou uma audiência pública na noite desta segunda-feira (26/10/26) após a ausência injustificada de autoridades estaduais.

Em resumo:

  • Secretário de Estado de Educação e comandante-geral da Polícia Militar não compareceram a audiência pública.
  • Reunião trataria da cessão da Escola Estadual Coronel Juca Pinto para unidade do Colégio Tiradentes.
  • Presidenta da Comissão, deputada Beatriz Cerqueira, decidiu cancelar a reunião em comum acordo com os pais.

O objetivo do encontro era discutir a conversão da Escola Estadual Coronel Juca Pinto, localizada na região Noroeste de Belo Horizonte, em uma unidade do Colégio Tiradentes da Polícia Militar. A falta de diálogo oficial gerou revolta entre pais, alunos e servidores que lotaram o espaço para debater o futuro da instituição de ensino.

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Foram convocados para prestar esclarecimentos o secretário de Estado de Educação, Daniel Guimarães Medrado de Castro, e a comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues. Nenhum dos dois compareceu ou apresentou justificativas. Diante do vazio institucional, a presidenta da Comissão, deputada Beatriz Cerqueira (PT), decidiu cancelar a reunião em comum acordo com os pais presentes e anunciou uma nova convocação para os gestores.

Ausência do Ministério Público e impactos na comunidade escolar

O promotor de Defesa da Educação do Ministério Público, Felipe Faria de Oliveira, também figurava entre os convidados, mas optou por não comparecer por já ter ajuizado uma ação contra o Estado em defesa da continuidade da escola. Segundo a deputada Beatriz Cerqueira, o promotor avaliou que sua presença poderia interferir na medida judicial já adotada. A parlamentar classificou a ação do Ministério Público como um importante reforço na luta empreendida por pais e alunos pela preservação da escola estadual.

Mesmo sem a presença do secretário e da comandante, a comunidade manifestou forte oposição à decisão de suspender as matrículas e encerrar as atividades da instituição em 31 de dezembro. Os pais relataram o temor de não encontrar vagas em escolas próximas às suas residências, criticando o fato de a Secretaria ter determinado o fechamento sem consultar a população.

A unidade emprega atualmente 53 servidores terceirizados, cujos contratos não serão renovados, além de contar com 27 professores efetivos convocados para remanejamento.

Insegurança de pais, promessas frágeis e perda de serviços essenciais

Durante o debate, representantes dos pais criticaram as promessas feitas por uma oficial da Polícia Militar em reunião anterior. A atriz Cristiane Oliveira, porta-voz das famílias, relatou que a militar ofereceu apadrinhamento para estudantes que não pudessem arcar com uniformes e materiais do colégio militar. A comunidade, no entanto, reforçou que o desejo é manter intacta a escola pública de qualidade que funciona há 59 anos, prestando atendimento a cerca de 300 alunos, inclusive com ensino técnico.

O impacto dramático da medida foi ilustrado pelo depoimento emocionado de Marinalva Pereira de Souza, mãe de um aluno autista que estuda em tempo integral na instituição. Ela destacou o desenvolvimento do filho e apontou o transtorno que a mudança gerará.

A deputada Beatriz Cerqueira também questionou o destino de alunos que dependem do atendimento integral, das quatro refeições diárias e do turno noturno da Educação de Jovens e Adultos (EJA), serviços que não são oferecidos pelo Colégio Militar, cujas vagas priorizam parentes de militares e exigem processo seletivo.

*Com informações oficiais de Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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FONTE/CRÉDITOS: Fonte: Assembleia Legislativa de Minas Gerais

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