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A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2300/25, que cria medidas para estimular a produção, a comercialização e o consumo do etanol no Brasil. O texto, apresentado pelo deputado Max Lemos (União-RJ), busca baratear os combustíveis e consolidar a matriz energética nacional.
A proposta estabelece linhas de crédito especiais com juros subsidiados para produtores rurais e usinas. Também prevê incentivos fiscais voltados à modernização tecnológica e prioridade no licenciamento ambiental de projetos sustentáveis.
Além disso, o governo federal deverá fixar um plano de metas progressivas para elevar o teor de etanol anidro na mistura com a gasolina até o patamar de 35%.
Atualmente, a taxa obrigatória de etanol anidro na gasolina comum está em 32%. A medida vale em caráter temporário desde 1º de agosto de 2026, conforme diretriz da Resolução CNPE 9/26.
Mudanças do relator
O relator da matéria, deputado Rafael Fera (Pode-RO), recomendou a aprovação com duas modificações principais no texto original.
A primeira alteração eliminou um artigo sobre venda direta de combustíveis. Segundo o parlamentar, a prática já encontra respaldo na Lei 9.478/97 e nas regras da ANP via Resolução 944/23.
A segunda mudança determina paridade tributária. Caso o governo conceda subsídios ou reduza impostos sobre a gasolina, o mesmo benefício precisará ser repassado ao etanol.
Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e segue para análise nas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, a proposta ainda precisa passar pelo aval de deputados e senadores no Congresso Nacional.
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