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Terça-feira, 26 de Maio 2026
Economia

CMN dobra prazo de financiamento do Move Brasil para ônibus e micro-ônibus

Medida visa reduzir custo das parcelas e incentivar renovação da frota com veículos mais modernos e menos poluentes, conforme o Ministério da Fazenda.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
CMN dobra prazo de financiamento do Move Brasil para ônibus e micro-ônibus
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Empresas de transporte coletivo urbano e rodoviário de passageiros agora terão o dobro do tempo para quitar seus financiamentos através do programa Move Brasil. Em uma reunião extraordinária realizada nesta terça-feira (26), o Conselho Monetário Nacional (CMN) deliberou e aprovou a extensão do prazo das linhas de crédito, que passa de 60 meses (cinco anos) para 120 meses (dez anos).

A iniciativa, conforme divulgado pelo Ministério da Fazenda, tem como principal objetivo acelerar a modernização da frota nacional de transporte coletivo. Busca-se também reduzir o impacto das parcelas mensais e estimular investimentos em veículos que sejam simultaneamente mais modernos e menos poluentes.

As operações de financiamento mantêm a possibilidade de um período de carência de até seis meses para o início do pagamento do principal da dívida. Na prática, essa ampliação de prazo confere às empresas de transporte maior flexibilidade para liquidar seus financiamentos, o que, por consequência, diminui o valor das prestações mensais.

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Justificativa para a ampliação

Em comunicado oficial, a Fazenda explicou que a alteração atende a uma demanda expressiva do setor de transporte. A pasta ressaltou que o prazo anterior de cinco anos era considerado insuficiente para um segmento que necessita de veículos de alto custo e que frequentemente enfrenta desafios financeiros.

O governo federal entende que muitos operadores de transporte coletivo enfrentavam dificuldades para acomodar os pagamentos das parcelas em seus orçamentos operacionais.

Como o Move Brasil funciona

Lançado no início do mês corrente, o Move Brasil é um programa federal concebido para prover financiamento para a aquisição de diversos tipos de veículos de transporte, incluindo:

  • Ônibus utilizados em rotas urbanas
  • Micro-ônibus
  • Caminhões
  • Caminhões-tratores
  • Implementos rodoviários

Os recursos disponibilizados pelo programa são direcionados prioritariamente para a renovação de frotas obsoletas e para o fomento de veículos com maior eficiência energética.

O programa Move Brasil conta com um total de R$ 14,5 bilhões em recursos, conforme autorizado pela Medida Provisória nº 1.353, de 2026.

Elegibilidade para o financiamento

As novas condições de financiamento estão disponíveis para:

  • Empresários individuais atuantes no setor de transporte
  • Empresas especializadas em transporte urbano
  • Empresas dedicadas ao transporte rodoviário de passageiros.

A contratação do financiamento é realizada através de bancos e outras instituições financeiras que foram credenciadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Estas instituições são as responsáveis por assumir integralmente o risco de cada operação de crédito.

Com a extensão do prazo para pagamento, as seguintes expectativas são projetadas:

  • Redução no valor das prestações mensais.
  • Aumento na capacidade de investimento das empresas.
  • Aceleração do processo de substituição de ônibus antigos.
  • Melhoria geral da mobilidade urbana.

Impacto fiscal e taxas de juros

O Ministério da Fazenda assegurou que a modificação no prazo de pagamento não implicará alterações nas taxas de juros já estabelecidas para o programa Move Brasil.

Adicionalmente, a pasta informou que a ampliação do prazo não gera custos fiscais adicionais, mantendo-se dentro do subsídio originalmente previsto para o programa.

Entendendo o CMN

O Conselho Monetário Nacional (CMN) é a instância máxima de deliberação sobre as políticas e regras que regem o sistema financeiro do Brasil. Sua composição atual inclui o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que o preside, o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil

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