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Talia Santana
Por Talia Santana
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Cemig / Divulgação
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O Governo de Minas Gerais e as instituições de Justiça responsáveis pelo Acordo de Reparação de Brumadinho inauguraram, nesta quarta-feira (31), duas novas Unidades Básicas de Saúde (UBS) em São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. As obras, escolhidas pela população em consulta popular, receberam um investimento de R$10,3 milhões, provenientes do acordo firmado com a mineradora Vale após o rompimento da barragem em 2019.

As unidades estão localizadas nos bairros Casa Grande e Primavera e visam descentralizar e fortalecer a atenção primária à saúde no município, além de reorganizar o fluxo de atendimento do sistema público local. As UBS contam com salas climatizadas, consultórios odontológicos com raio-X, farmácias, salas de vacinação e espaços adaptados para diversas especialidades médicas.

Rodrigo Matias, secretário-adjunto de Estado de Planejamento e Gestão, destacou que as estruturas representam o respeito que o Estado deve à população atingida. "Não é qualquer lugar que tem um padrão como esse. Foram 272 vidas perdidas com essa tragédia, mas estamos comprometidos em transformar a realidade dessas comunidades", afirmou.

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As construções foram executadas pela Prefeitura de São Joaquim de Bicas, com recursos repassados diretamente pela Vale, conforme decisão das instituições signatárias do Acordo de Reparação. As obras foram concluídas em cerca de 24 meses, antes do prazo previsto.

“Infelizmente, são recursos de uma tragédia, mas que estão sendo aplicados com responsabilidade para melhorar a vida de nossa população”, afirmou o prefeito Mateus Resende. Já Nayara Porto, presidente da Avabrum (Associação dos Familiares de Vítimas e Atendidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão), reforçou a importância do momento: “Ver essa UBS pronta é ressignificar a dor e ver sentido na luta por justiça”.

Ao todo, São Joaquim de Bicas teve 26 projetos selecionados por consulta pública após o rompimento da barragem. Quatro já foram entregues, 16 estão em execução, um segue em análise de viabilidade técnico-financeira e outros cinco projetos na área de saneamento básico aguardam avaliação técnica do BDMG e da Semad.

O defensor público Felipe Soledade reforçou o compromisso com a transparência e a responsabilidade no uso dos recursos. “O dinheiro público está sendo aplicado com respeito e economicidade. Isso é o que se espera de um processo de reparação justo”, disse.

O rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em 25 de janeiro de 2019, causou 272 mortes e impactos severos à Bacia do Paraopeba, provocando danos sociais, ambientais e econômicos ainda em processo de recuperação.

FONTE/CRÉDITOS: AGÊNCIA MINAS
Talia Santana

Publicado por:

Talia Santana

Repórter na RCWTV – Rede de Canais Web. Focada em repassar informações de interesse público, de modo imparcial e acessível.

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