O Brasil encerrou o ano de 2025 com um notável aumento de 5% no estoque de empregos formais em comparação com o ano anterior, totalizando 59,971 milhões de trabalhadores com vínculo. Os dados, que revelam a dinâmica do mercado de trabalho nacional, foram divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
Dessa expressiva marca, 46,128 milhões de vínculos são celetistas. Os estatutários e trabalhadores de organizações sem fins lucrativos, sindicatos e pessoas físicas rurais somaram 12,657 milhões e 1,186 milhão, respectivamente.
Ao comentar os resultados, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou o bom momento do mercado. “Apresentamos recentemente o menor índice de desemprego da história. Estamos num momento bom, apesar dos juros altos. Estamos no rumo certo. Poderíamos estar em uma situação melhor se não fossem os juros praticados”, afirmou Marinho, sinalizando o impacto da política econômica.
Destaque Setorial e Queda na Remuneração
O setor de Serviços liderou a criação de empregos formais, com 35,695 milhões de vínculos e um crescimento de 7,2% em relação a 2024. Em seguida, o Comércio registrou 10,487 milhões de empregos, com alta de 1,7%, percentual idêntico ao da Indústria, que alcançou 9,017 milhões de postos de trabalho.
A Construção Civil contribuiu com 2,57 milhões de empregos, apresentando uma expansão de 2,5%. Já a Agropecuária somou 1,812 milhão de vínculos, com crescimento de 1,6% no período analisado.
Dentro do setor de Serviços, a administração pública se destacou com um crescimento de 15,2%, adicionando 1.483.555 vínculos. A maior parte desse incremento foi observada nos municípios, com 18,2% (equivalente a 1,182 milhão de vínculos), e nos governos estaduais, com 10,3% (408.018 vínculos).
Houve também aumentos significativos na Educação, com alta de 6,2% (212.611 vínculos), e na Saúde Humana, que cresceu 4,2% (142.598 vínculos), demonstrando a vitalidade desses segmentos.
Apesar do avanço no estoque de empregos, a Rais apontou uma leve redução de 0,5% na remuneração média, que atingiu R$ 4.434,38 em 2025, na mesma base de comparação.
Expansão de Estabelecimentos e Crescimento Regional
A Rais, que anualmente detalha informações sobre estabelecimentos formais e vínculos celetistas e estatutários, também revelou que o número de estabelecimentos com empregados no Brasil subiu de 4,7 milhões para 4,8 milhões, um crescimento de 2,1%.
Analisando por regiões, o Nordeste e o Norte apresentaram os maiores crescimentos relativos no estoque de empregos, ambos com 10,1%, resultando na criação de 1.076.603 e 354.753 vínculos, respectivamente. O Centro-Oeste registrou uma alta de 5,7%, com 322.513 novos vínculos.
As regiões Sudeste e Sul também contribuíram significativamente, com crescimentos de 2,9% cada. O Sudeste adicionou 807.240 vínculos, enquanto o Sul gerou 285.514 novos postos de trabalho.
A concentração do emprego formal se manteve no Sudeste (47,4%), seguido pelo Nordeste (19,5%) e Sul (16,8%), evidenciando a distribuição geográfica da força de trabalho.
Crescimento por Unidade da Federação
Entre as Unidades da Federação, os maiores crescimentos relativos do estoque de empregos em relação a 2024 foram no Amapá, com impressionantes 20,5% (31.396 vínculos), seguido pelo Piauí, com alta de 13,2% (74.244 vínculos). Alagoas registrou um crescimento de 13% (81.633 vínculos), e a Paraíba, 12,9% (103.278 vínculos).
Em termos de variação absoluta, São Paulo liderou com 2,3% (357.493 vínculos), seguido pela Bahia, com 9,7% (266.035 vínculos). Minas Gerais teve um aumento de 3,7% (224.876 vínculos), e o Ceará, 10,6% (195.462 vínculos), demonstrando a força de grandes economias estaduais na geração de empregos.
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