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Sexta-feira, 12 de Junho 2026
Política

Base governista solicita indiciamento de Bolsonaro na CPMI do INSS

Em contraposição ao parecer oficial, o documento aponta 201 nomes, entre eles Flávio Bolsonaro, para indiciamento ou investigação aprofundada pela Polícia Federal.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Base governista solicita indiciamento de Bolsonaro na CPMI do INSS
© Lula Marques/ Agência Brasil.
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O grupo de parlamentares que apoia o governo no Congresso Nacional protocolou um relatório alternativo na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Este documento diverge do parecer do relator, Alfredo Gaspar (PL-AL), divulgado na manhã de sexta-feira (27), e sugere o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, apontando-o como líder de uma alegada organização criminosa envolvida em fraudes de descontos associativos do INSS.

Adicionalmente, o parecer elaborado pela base governista solicita o indiciamento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por participação em organização criminosa. No total, o relatório aponta para 201 indivíduos, cujos nomes são propostos para indiciamento ou para que suas condutas sejam investigadas mais a fundo pela Polícia Federal.

Paulo Pimenta (PT-RS), deputado e membro da CPMI, declarou que as alterações implementadas durante a gestão de Bolsonaro criaram um ambiente propício para que entidades associativas realizassem fraudes nos descontos do INSS.

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“A partir de 2019, sob a administração Bolsonaro, iniciaram-se significativas modificações internas, por meio de portarias e decretos, que progressivamente ampliaram a permissão para que outras instituições e entidades pudessem efetuar descontos em benefícios de aposentados e pensionistas”, explicou o deputado.

Desse montante, 130 nomes são de pessoas físicas e jurídicas, entre agentes públicos e privados, com pedido direto de indiciamento por envolvimento nas fraudes. Os restantes 71 indivíduos, sendo 62 pessoas físicas e 9 pessoas jurídicas, são sugeridos para que a Polícia Federal (PF) aprofunde as investigações. O documento lista ex-ministros, figuras políticas, funcionários do INSS, líderes de associações e assessores entre os indiciados.

“Nossas conclusões foram fundamentadas em vasta documentação e provas concretas. Para cada pessoa que propomos o indiciamento, individualizamos as condutas e conseguimos comprovar de maneira categórica os delitos cometidos”, afirmou Pimenta.

O parlamentar enfatizou que não se trata de um indiciamento indiscriminado e que “não há qualquer intenção de responsabilizar alguém com o propósito de fomentar disputas políticas pré-eleitorais”.

Recomendações apresentadas

O relatório sugere a elaboração de nove propostas legislativas. O objetivo é combater o assédio comercial direcionado a beneficiários da previdência social e salvaguardar aposentados e pensionistas em operações de crédito consignado contra práticas abusivas, como a venda casada de produtos ou serviços adicionais.

Além disso, o texto propõe projetos de lei para aprimorar a segurança e a proteção dos dados de aposentados e pensionistas, bem como para coibir a lavagem de dinheiro por meio de escritórios de advocacia e contabilidade, entre outras iniciativas.

O documento também aconselha ao presidente do Congresso Nacional a formação de uma comissão de juristas de alto nível, com a finalidade de desenvolver um anteprojeto para modernizar a legislação referente às Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs).

Sobre o relatório alternativo

Segundo os parlamentares da base governista, o parecer de Alfredo Gaspar não possui o apoio da maioria dos membros da Comissão. Eles defendem que, após a votação do relatório oficial, o presidente da CPMI deve submeter à apreciação o relatório alternativo que eles propuseram.

"Há cerca de vinte parlamentares que endossam este relatório, e consideramos que seria uma irresponsabilidade por parte do presidente da CPMI não permitir que esta comissão de inquérito apresente um relatório que reflita o trabalho aqui desenvolvido", declarou Pimenta.

Ao ser contatada pela Agência Brasil, a defesa de Flávio Bolsonaro afirmou que o relatório governista representa apenas uma manobra para desviar o foco e defender o presidente Lula e seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, que foi mencionado no relatório de Alfredo Gaspar.

A Agência Brasil também buscou contato com a defesa de Jair Bolsonaro, permanecendo à disposição para receber um posicionamento.

FONTE/CRÉDITOS: Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil

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