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Terça-feira, 19 de Maio 2026
Saúde

A ponte que pouca gente vê: os bastidores do transporte de pacientes no HU-UFJF

Equipe realiza cerca de 600 remoções por mês entre as unidades Santa Catarina e Dom Bosco, garantindo exames, cirurgias e atendimentos com agilidade e segurança

Júlia Valgas
Por Júlia Valgas
A ponte que pouca gente vê: os bastidores do transporte de pacientes no HU-UFJF
Universidade Federal de Juiz de Fora
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Entre as paredes que erguem o Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF), gerido pela Ebserh, existe uma ponte invisível, mas essencial: o transporte diário de pacientes entre as unidades Santa Catarina e Dom Bosco — dois pontos diferentes da cidade interligados por cerca de 13,8 km. Essa conexão, embora silenciosa, movimenta, em média, 600 remoções por mês, realizadas por uma equipe especializada que garante o cuidado integral mesmo fora das salas de atendimento.

A estrutura do Serviço de Remoções conta com 19 profissionais: enfermeiros, técnicos de enfermagem, condutores socorristas, maqueiros e recepcionistas, que operam em plantões. Além de exames e cirurgias entre as unidades do HU, o serviço também realiza transferências para outros hospitais do município.

Transporte também é cuidado

Juan Carlos de Oliveira é condutor socorrista e atua no HU há 16 anos. Segundo ele, o trabalho vai muito além de dirigir. “Sou condutor, mas também um auxiliar dos técnicos e enfermeiros. Preciso saber o que o paciente tem para garantir o transporte seguro. A comunicação com a equipe é essencial”, explica.

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Em situações de trânsito, o papel da equipe se amplia. Em caso de acidentes, os profissionais são obrigados por lei a prestar os primeiros socorros até a chegada do SAMU ou realizar o encaminhamento da vítima.

Álvaro Alves, técnico de Enfermagem há seis anos, destaca que o atendimento durante o transporte exige atenção a sinais que podem surgir fora do ambiente hospitalar. “É um atendimento dinâmico. A gente precisa reagir rápido e decidir qual ação tomar durante o trajeto.”

Para isso, os profissionais passam por capacitações específicas em atendimento pré-hospitalar, socorro básico e avançado. “Mesmo que não realizemos atendimentos na rua com frequência, precisamos estar prontos. O olhar do técnico de Enfermagem da ambulância é diferente, pois estamos sempre preparados para mudar algo durante o percurso”, acrescenta Katrine Correa, técnica da equipe.

Cada papel é essencial

Washington Luís, maqueiro, reforça a importância da humanização: “Nosso trabalho não é só técnico. Levamos conforto, otimismo e palavras de incentivo. É isso que o paciente precisa também.” Ele ressalta ainda o trabalho coletivo com outros setores para reconhecer o estado físico e emocional dos pacientes.

E tudo começa muito antes da ambulância sair do pátio. Dentro do hospital, a equipe de recepção e Enfermagem organiza e agenda as demandas com precisão. “Usamos planilhas compartilhadas entre setores. Casos urgentes são encaixados e acompanhamos de perto cada solicitação”, explica a enfermeira Paula Farage.

Marcus Vinicius Pereira, responsável técnico do serviço, destaca que a equipe recebe treinamentos contínuos. “Nosso foco é estar preparados para tudo — desde intercorrências clínicas até emergências externas.” Ele lembra que os exames de maior complexidade são feitos no Dom Bosco, o que exige esse transporte constante para fechar diagnósticos com agilidade.

Segurança e conforto renovados

Desde o início do ano, o HU conta com uma ambulância nova, fruto de um investimento de R$ 297 mil. Atualmente, duas ambulâncias fazem parte da frota. “Ela é mais segura e confortável para condutores, equipe e paciente”, avalia Juan Carlos.

Maria do Carmo Bento da Silva, 67 anos, transportada recentemente entre as unidades, elogiou o serviço: “Fui muito bem atendida. A ambulância é ótima e o transporte, tranquilo.”

A mesma impressão teve Cloviane Quintilhano, mãe de Thawan, jovem de 18 anos operado após um acidente. “A equipe da ambulância foi maravilhosa. Educados, prestativos, e a condução muito segura.”

O que parece apenas uma troca de local é, na verdade, parte vital do cuidado hospitalar. Um elo silencioso e eficiente, que move não só pacientes, mas também histórias, vidas e esperanças.

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FONTE/CRÉDITOS: Universidade Federal de Juiz de Fora
Júlia Valgas

Publicado por:

Júlia Valgas

Repórter na RCWTV – Rede de Canais Web, com foco na produção de conteúdo acessível, imparcial e de interesse público. Atua com responsabilidade e linguagem clara, aproximando a informação do leitor. Graduanda em Jornalismo apaixonada por contar as...

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