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Segunda-feira, 08 de Junho 2026
Economia

A confiança do consumidor paulistano recua em maio, impactada pela Selic, segundo a FecomercioSP

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da capital paulista aponta para um cenário desafiador, com a taxa Selic de 14,5% ao ano sendo um dos principais entraves.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
A confiança do consumidor paulistano recua em maio, impactada pela Selic, segundo a FecomercioSP
© Rovena Rosa/Agência Brasil
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A confiança do consumidor em São Paulo sofreu um leve declínio de 0,4% em maio, atingindo 120,6 pontos no Índice de Confiança do Consumidor (ICC), conforme dados divulgados pela FecomercioSP. Esse recuo, que sucede os 121,1 pontos registrados em abril, é atribuído principalmente à persistência da alta taxa básica de juros (Selic), que encarece o crédito e desestimula compras de maior valor.

Apesar da retração mensal, o indicador demonstra um avanço significativo de 7,9% na comparação anual com o mesmo período do ano anterior, sinalizando uma melhora na perspectiva de longo prazo.

O ICC, que é calculado em uma escala de zero a 200 pontos, funciona como um termômetro do sentimento econômico das famílias. Valores acima de 100 pontos indicam otimismo predominante, enquanto números abaixo desse patamar refletem pessimismo.

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A FecomercioSP ressalta que o ambiente econômico atual é o principal catalisador para a percepção dos consumidores. A manutenção da Selic em 14,5% ao ano eleva o custo dos empréstimos e financiamentos, tornando-os menos acessíveis e impactando diretamente o poder de compra, especialmente para bens duráveis e aquisições parceladas.

Em contraponto a esse cenário de juros elevados, o programa Desenrola Brasil surge como um fator potencialmente mitigador. A iniciativa governamental, que oferece descontos de até 90% para a renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, é vista como um alívio para a situação financeira de muitas famílias.

A entidade, em nota, pondera sobre os efeitos do programa: “A FecomercioSP observa que o programa pode melhorar a percepção futura das famílias sobre a própria reorganização financeira, mas seus efeitos concretos sobre o consumo devem ser graduais e dependem da adesão efetiva, das condições oferecidas pelas instituições financeiras e da real capacidade familiar de pagamento.”

FONTE/CRÉDITOS: Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil

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