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Tusmil diz em comunicado que Prefeitura não pagou subsídios devidos

Cidade

Tusmil diz em comunicado que Prefeitura não pagou subsídios devidos

Segundo cálculos realizados pela empresa, prejuízo da todo o sistema de transporte de Juiz de Fora ultrapassa R$ 20 milhões; veja na íntegra

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Sobre a crise no transporte público coletivo da cidade, a Tusmil informa:

Este ano, o sistema de transporte coletivo urbano (que envolve os consórcios Manchester e Via JF) recebeu da Prefeitura um total de apenas R$ 2,7 milhões a título de subsídio. Porém, segundo cálculo da própria Administração Municipal elaborado em abril, o prejuízo do sistema, apenas nos três primeiros meses de 2022, já estava em mais de R$ 5 milhões. Enquanto a Tusmil apurou que na verdade o prejuízo passa dos R$ 15 milhões (janeiro a março). 

Considerando apenas os cinco primeiros meses de 2022, de janeiro a maio, o prejuízo ultrapassa os R$ 20 milhões para o sistema de transporte coletivo urbano da cidade. Veja a planilha que, em maio, coloca o valor da tarifa em R$ 4,82, podendo ser bem maior se se levar em consideração os constantes aumentos de peças, serviços e combustíveis. Sem contar todo o prejuízo do período da pandemia que, se fosse considerado no cálculo, poderia fazer a tarifa necessária para reequilibrar financeiramente o contrato de concessão ultrapassar os R$ 7,00 hoje.

Já se passaram seis meses e até agora a Administração Pública ainda não apresentou novos cálculos nem pagou o subsídio devido. Para manter a tarifa congelada desde 2019, a Administração Municipal precisa cumprir com suas obrigações contratuais.

A Tusmil ressalta também que o prejuízo em função do desequilíbrio das linhas com o Consórcio Via JF ainda não foi ajustado como deveria. 

Portanto, a causa de todos esses transtornos é o descumprimento do contrato de concessão por parte da Administração Municipal, impedindo que a Tusmil cumpra adequadamente com sua parte.

O decreto de caducidade do contrato com a Tusmil vem dificultando a negociação para obter, junto a fornecedores, insumos e materiais (peças, acessórios, pneus etc.), necessários para manter a operação das linhas.

O Consórcio Manchester já trouxe a solução - que é imediata -, caso a Prefeitura cancele o decreto de caducidade e aceite a negociação feita pela Tusmil com um grande grupo nacional do ramo de transporte, que se compromete a assumir os ativos e passivos da empresa, além de investir na atualização da frota para melhoria da prestação do serviço.

A Tusmil pede sinceras desculpas à população pelos transtornos e reforça seu compromisso e empenho para que Juiz de Fora tenha um transporte público com a qualidade que os usuários merecem. Assim como sempre fez, nos últimos 60 anos de prestação deste serviço.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Gilsimar Francisco da Silva
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