O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu na segunda-feira (14) que qualquer ataque do Irã receberá uma resposta "1.000 vezes maior".
A declaração foi feita após a divulgação de informações de que Teerã estaria planejando vingar o assassinato do general Qassem Soleimani, morto em um ataque americano em Bagdá, no Iraque, no início de janeiro.
De acordo com o site Politico, que cita fontes do governo americano sob a condição de anonimato, os serviços de inteligência suspeitam de um complô iraniano para matar a embaixadora americana na África do Sul, Lana Marks, antes das eleições presidenciais de novembro nos Estados Unidos.
Ainda segundo as fontes do Politico, a ameaça contra Lana Marks, uma pessoa próxima a Trump, tornou-se mais precisa nas últimas semanas.
Um porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores afirmou que as informações sobre os planos de ataque contra a embaixadora são "falsas e sem fundamentos". "São parte de métodos reiterados e podres para criar uma atmosfera anti-Irã no cenário internacional", disse.
O secretário de Estado, Mike Pompeo, negou-se a comentar diretamente a ameaça, mas afirmou que leva a sério as informações.
"A República Islâmica do Irã está envolvida em esforços de assassinato ao redor do mundo. Assassinaram pessoas na Europa e em outras partes do mundo. Levamos as observações a sério", disse Pompeo ao canal americano Fox News.
"Deixamos muito claro à República Islâmica do Irã que este tipo de atividade - atacar qualquer americano a qualquer momento e em qualquer lugar, seja um diplomata, um embaixador ou um dos membros do nosso serviço - é completamente inaceitável", acrescentou.
EUA x Irã
Atualmente, Washington pressiona para prorrogar um embargo de armas a Teerã que começa a expirar de forma progressiva em outubro. O governo Trump defende a retomada das sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o Irã.
As relações entre Washington e Teerã são tensas desde a Revolução Iraniana, em 1979. Elas se deterioraram desde que Trump retirou, unilateralmente, os Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã.
Em janeiro, o ataque com um drone americano que matou Soleimani aumentou o temor de um confronto direto entre os dois países. Muito próximo ao aiatolá Khamenei, Soleimani comandava as Forças Quds, unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã, e era considerado uma das figuras mais importantes do país.
Na época em retaliação, o Irã atacou bases aéreas americanas no Iraque. Alguns soldados americanos ficaram feridos na ação.
