O programa Territórios da Cidadania, uma parceria entre a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) e o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) promoveu na manhã desta quinta-feira, 9, no auditório do 1º andar da PJF, uma apresentação dos resultados de 50% das ações realizadas em 3 meses desde o seu lançamento, em março.
A reunião contou com a presença dos profissionais da ONU e representantes da Secretaria de Planejamento do Território e Participação Popular (Seppop), além de representantes das secretarias de Saúde (SS), Esporte e Lazer (Sel), e Planejamento Urbano (Sepur).
A iniciativa é concebida como uma estratégia de desenvolvimento local que garante direitos sociais às pessoas que hoje vivem em vulnerabilidade do município. Neste momento o projeto está na primeira fase, chamada Mapa Rápido Participativo (MRP), que é quando os analistas de dados vão aos 139 microterritórios da cidade e mapeiam as deficiências estruturais do local.
Até o fim de maio foram visitados 69 microterritórios sendo sete deles pertencentes a região centro, um centro-oeste, 18 leste, dois nordeste, 18 norte, sete oeste, sete sudeste, nove sul.
Dentro da perspectiva dos supervisores de campo que acompanham os analistas de dados, o trabalho é melhor aproveitado quando são acolhidos por lideranças locais. “Mesmo no MRP é necessário contactar os líderes comunitários, sejam eles oficiais, ou líderes orgânicos da comunidade, porque eles sabem sobre problemas que estão além do que podemos observar”, afirma Elaine, supervisora do projeto.
Dentre os maiores desafios, os agentes acreditam que apresentar o projeto aos líderes e evidenciá-lo como um fator de mudança para a realidade da comunidade são os que mais se destacam. “Conseguimos ver a falta de estrutura, água, luz, mato alto, mas há ainda mais dores e dificuldades que nem mesmo imaginamos” afirma Thalissom de Souza Lima, assistente de coleta de Dados.
A comunicação também foi apontada como fator primordial para o sucesso do projeto. A cobertura do trabalho de campo, as ferramentas utilizadas nas redes sociais como reals, stories, carrossel de fotos com legendas assertivas, contribuem para a divulgação em massa e reprodução do conteúdo nas mídias nacional através da página da Onu, e local, através dos veículos de comunicação da cidade, como tvs, rádios, jornais impressos e virtuais.