O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu início nesta terça-feira (4) a um processo de sindicância interna para investigar a alegação de importunação sexual envolvendo o ministro Marco Aurélio Buzzi. O magistrado, por sua vez, refuta veementemente a acusação, apresentada por uma jovem de 18 anos.
A decisão de instaurar a sindicância foi tomada de forma unânime pelo plenário do STJ. Para conduzir a análise da denúncia, foram designados os ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira, que comporão a comissão responsável.
A denunciante, filha de amigos próximos do ministro, alega que Buzzi teria tentado agarrá-la durante um banho de mar. O incidente teria ocorrido no mês anterior, enquanto o ministro, a jovem e seus pais desfrutavam de férias em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina.
Um boletim de ocorrência foi formalizado pela jovem em relação ao episódio.
Em paralelo à apuração interna do STJ, o caso também segue em análise no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que investiga as possíveis implicações administrativas da denúncia. A esfera criminal, por sua vez, está sob a condução do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), devido ao foro privilegiado de Buzzi como ministro do STJ.
Por meio de um comunicado à imprensa, o ministro Marco Buzzi expressou surpresa com a repercussão das acusações. Ele declarou que foi "surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos", e "repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio".
O advogado Daniel Bialski, que representa a jovem e sua família, expressou a expectativa de que as investigações sejam conduzidas com o máximo de rigor.
Bialski ressaltou a importância de preservar a vítima e sua família diante da seriedade do ocorrido. Ele afirmou que "o mais relevante agora é assegurar a proteção da vítima e de seus familiares, dada a extrema gravidade do ato supostamente cometido. Esperamos uma investigação minuciosa e uma resolução apropriada por parte das autoridades competentes".
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