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Sexta-feira, 29 de Maio 2026
Justiça

STF julgará caso de venda de sentenças envolvendo ex-servidores do STJ

A Procuradoria-Geral da República denunciou nove indivíduos por organização criminosa, corrupção e outros delitos.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
STF julgará caso de venda de sentenças envolvendo ex-servidores do STJ
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou recentemente a competência da Corte para analisar uma grave denúncia que apura a suposta venda de sentenças por ex-servidores do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão, proferida nesta quinta-feira (28), estabelece que o STF será o foro responsável por julgar os acusados, em um caso que envolve crimes como organização criminosa e corrupção.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) formalizou a denúncia na última quarta-feira (27), imputando a nove indivíduos os crimes de organização criminosa, corrupção, violação de sigilo funcional e exploração de prestígio. Essas acusações delineiam um esquema complexo que teria operado dentro do Poder Judiciário.

É importante ressaltar que, até o momento, não há indícios de envolvimento de ministros do STJ na trama. Contudo, a competência do Supremo para o julgamento se justifica pela existência de outras investigações correlatas, que permanecem sob sigilo e abrangem autoridades com foro privilegiado na mais alta instância judicial do país.

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As apurações conduzidas pela Polícia Federal indicam que os servidores envolvidos, atuando em gabinetes do STJ, teriam explorado de forma ilícita o acesso a sistemas eletrônicos utilizados na elaboração de minutas de votos. Essas informações privilegiadas eram então comercializadas a terceiros, configurando a prática da venda de sentenças.

Após receber a denúncia da PGR, o ministro Zanin concedeu um prazo de 15 dias para que as defesas dos acusados apresentem suas manifestações. Posteriormente, o magistrado deverá agendar a sessão de julgamento na qual o STF decidirá se os denunciados se tornarão réus no processo.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil

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