Nesta terça, 6, foi realizada uma reunião para debater sobre a retomada das ações do “Programa Vida no Trânsito (PVT)”, criado em 2010 pelo Ministério da Saúde (MS), em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), com adesão da Secretaria de Mobilidade Urbana (SMU) da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) em 2019. A proposta do projeto é estimular reflexões sobre segurança e educação no trânsito.
O secretário de Mobilidade Urbana, Tadeu David, abriu a reunião ressaltando a importância da articulação intersetorial para o alcance dos resultados. O programa tem a coordenação compartilhada pela Secretaria de Mobilidade Urbana (SMU) e Secretaria de Saúde (SS), e conta com a participação das secretarias de Educação (SE), Planejamento Urbano (Sepur) e Segurança Urbana e Cidadania (Sesuc) , na composição do Comitê Gestor.
Na reunião desta terça-feira, foi apresentado um histórico do programa no município, um breve relato sobre a metodologia de trabalho e a importância da compilação dos dados de acidentes de trânsito, internações e mortes, através dos bancos de dados da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Samu, Polícia Rodoviária Federal e Saúde, instituições fundamentais para a execução do Programa.
Objetivos
O principal objetivo do Programa é promover intervenções efetivas de segurança no trânsito que apresentem evidência na redução das mortes e feridos graves.
Essas mediações serão possíveis através de um diagnóstico situacional efetivo e fidedigno, alcançado com a análise dos acidentes de trânsito, após a unificação dos bancos de dados.
O decreto que instituiu o PVT na cidade é o de número 13.675, de 19 de julho de 2019.
“Programa Vida no Trânsito”
O PVT é uma ação voltada para a vigilância e prevenção de lesões e mortes no trânsito e promoção da saúde, em resposta aos desafios da Organização das Nações Unidas (ONU) para a “Década de Ações pela Segurança no Trânsito 2011 – 2020”, em que governos de todo o mundo se comprometem a tomar novas medidas para prevenir os acidentes no trânsito, que matam cerca de 1,3 milhão de pessoas por ano.
Tem como foco a intervenção em dois fatores de risco priorizados no Brasil: dirigir após o consumo de bebida alcoólica e velocidade excessiva e/ou inadequada, além de outros fatores ou grupos de vítimas identificados localmente a partir das análises dos dados, notadamente acidentes de transporte terrestre envolvendo motociclistas.
Trata-se de uma metodologia baseada no Guia Vida no Trânsito (2017), publicado pelo Ministério da Saúde com a parceria da Universidade Federal de Goiás.
FONTE/CRÉDITOS: PJF