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Saúde

Queda de cabelo de padrão atinge cerca de 50% dos homens e das mulheres depois da puberdade

Manual clínico americano estima que a queda de cabelo de padrão atinge cerca de metade dos adultos depois da puberdade.

Agência de Performance em BH
Por Agência de Performance em BH
Queda de cabelo de padrão atinge cerca de 50% dos homens e das mulheres depois da puberdade
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A queda de cabelo de padrão, conhecida como alopecia androgenética, atinge cerca de cinquenta por cento dos homens e das mulheres em algum momento depois da puberdade, segundo manual clínico da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, que descreve o quadro como distúrbio de determinação genética ligado à resposta exagerada aos andrógenos.

O que é a alopecia androgenética e por que ela não é sinônimo de queda de cabelo?

Alopecia androgenética é o nome clínico da queda de padrão, um distúrbio de determinação genética que afina o fio de forma progressiva.

O manual clínico publicado no NCBI Bookshelf, da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, descreve o quadro como resposta exagerada aos andrógenos, e essa definição importa porque queda de cabelo é um sintoma amplo, que também aparece em quadros temporários, em doenças autoimunes e em carências nutricionais.

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A diferença tem efeito prático no consultório. Quem nota mais fios no ralo pode estar diante de um quadro crônico ou de uma queda temporária, e o caminho de investigação muda. Perda de padrão não é o único tipo de perda capilar descrito na literatura médica.

Entre os quadros que aparecem na orientação de serviços hospitalares de referência e no manual clínico americano estão:

  • Alopecia androgenética, ligada à genética e à ação dos hormônios sobre o folículo
  • Eflúvio telógeno, desencadeado por um fator específico e com tendência a se resolver
  • Perdas associadas a alterações da tireoide e a deficiência de nutrientes

Quantas pessoas a queda de cabelo de padrão realmente atinge?

A estimativa mais citada aponta cerca de cinquenta por cento dos homens e das mulheres atingidos em algum momento depois da puberdade.

O número aparece no capítulo sobre alopecia androgenética do manual clínico StatPearls mantido pela Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, e ele mede a chance de desenvolver o quadro ao longo da vida, não a fatia da população que está sem cabelo neste instante.

A prevalência sobe com a idade. A Sociedade Brasileira de Dermatologia estima que a maioria dos homens muito idosos conviva com o quadro, em recorte próprio. Os dois recortes medem populações distintas e não devem ser somados.

Os dados de prevalência, com a fonte de cada recorte:

  • Estimativa geral do manual clínico: cerca de 50% dos homens e das mulheres, em algum momento depois da puberdade
  • Recorte da Sociedade Brasileira de Dermatologia: cerca de 80% dos homens com mais de 80 anos

O material de orientação ao público da Sociedade Brasileira de Dermatologia sobre queda de cabelos reforça que fatores genéticos e hormonais desencadeiam o quadro, que também acomete mulheres.

Como o hormônio muda o ciclo do fio e provoca a queda?

O gatilho é hormonal, porque a di-hidrotestosterona age sobre o folículo e encurta a fase de crescimento do fio.

Segundo o mesmo capítulo do manual americano, quem tem alopecia androgenética apresenta produção elevada de di-hidrotestosterona, mais enzima cinco-alfa-redutase e maior quantidade de receptores de andrógeno nas áreas afetadas do couro cabeludo, o que faz o fio nascer cada vez mais fino.

O fio vive em ciclos. Na fase anágena ele cresce, e na fase telógena ele descansa antes de cair, dando lugar a um novo fio. Quando o estímulo hormonal encurta a fase de crescimento, cada ciclo devolve um fio mais curto e mais fino.

A di-hidrotestosterona (DHT) nasce da testosterona pela ação da enzima cinco-alfa-redutase. Por isso a literatura médica descreve a queda de cabelo de padrão como quadro de origem hormonal e genética.

Como saber se a queda é passageira ou progressiva?

O critério prático combina a quantidade de fios perdidos por dia e o tempo transcorrido desde o fator desencadeante.

O material de orientação do Hospital Israelita Albert Einstein sobre queda de cabelo considera normal perder de cinquenta a cem fios por dia e descreve o eflúvio telógeno como perda difusa que aparece três ou quatro meses depois do gatilho, com tendência a se resolver.

Comparativo montado com o material do Hospital Israelita Albert Einstein e com o capítulo do manual clínico StatPearls:

Característica Perda de padrão Eflúvio telógeno
Quando começa Em qualquer momento depois da puberdade 3 a 4 meses depois do fator desencadeante
Como evolui Quadro crônico e progressivo Costuma se resolver
Padrão da perda Afinamento em áreas específicas do couro cabeludo Perda difusa por todo o couro cabeludo
Mecanismo descrito Resposta exagerada aos andrógenos Resposta do organismo a um fator desencadeante

Os parâmetros que o adulto consegue observar antes da consulta:

  • Queda diária considerada normal pelo serviço hospitalar de referência: 50 a 100 fios
  • Intervalo típico do eflúvio telógeno depois do gatilho: de 3 meses a 4 meses
  • Pontos checados nos casos crônicos: deficiência de nutrientes e alterações da tireoide

O que precisa ser investigado antes de tratar o fio?

A investigação vem antes do tratamento, porque a mesma queixa pode ter origem hormonal, metabólica ou nutricional.

O material do hospital de referência cita anemia e alterações da tireoide entre os pontos checados nos casos crônicos, e essa etapa muda a conduta clínica, porque tratar apenas o fio deixa de lado a causa que sustenta a perda ao longo dos meses seguintes.

Eliphas Levi Assumpção Egg Gomes é médico com atuação em hormonologia e medicina do estilo de vida. O médico fundou o Instituto Evolvian, de Resende Costa, em Minas Gerais, que reúne atendimento médico e estético e oferece serviços que vão do acompanhamento hormonal à otomodelação, entre outros procedimentos.

O médico afirma: “Antes de tratar o fio, é preciso entender o que o organismo está sinalizando, porque não existe protocolo pronto que sirva para todo mundo quando a causa é hormonal ou metabólica.”

O médico acrescenta: “Cuidar da saúde do cabelo faz parte de um projeto maior de longevidade, porque o novo luxo é ter saúde para viver tudo aquilo que a pessoa já conquistou.”

Para o especialista, a leitura do quadro passa pelo funcionamento hormonal e metabólico de cada pessoa, o que explica por que duas queixas parecidas seguem caminhos diferentes de investigação.

Que sinais de queda de cabelo pedem avaliação médica com dermatologista?

Alguns sinais indicam que a queda de cabelo saiu do esperado e pede consulta com dermatologista.

Perda que persiste por meses, falhas visíveis no couro cabeludo, afinamento progressivo em áreas específicas e queda acompanhada de outros sintomas do organismo compõem o conjunto que motiva a busca por atendimento, segundo as orientações de sociedades médicas e de serviços hospitalares de referência.

Os sinais que costumam mudar a conduta:

  • Perda que se mantém acima do intervalo de 50 a 100 fios por dia
  • Falhas ou afinamento concentrados em áreas específicas do couro cabeludo
  • Queda que continua mais de 4 meses depois do fator desencadeante
  • Queda acompanhada de cansaço, alterações de peso ou outros sintomas persistentes

O diagnóstico depende de consulta presencial. Consulte um dermatologista para orientação personalizada, porque só o exame individual define a causa da queda e a conduta indicada para cada caso.

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