Nesta terça-feira, 21 de julho, o Cinema Alameda em Juiz de Fora será palco de uma sessão especial da Tela Brasileira, às 19h. A iniciativa, com entrada franca, é uma parceria entre a Prefeitura de Juiz de Fora (Funalfa) e o Festival de Cinema de Direitos Humanos e Cidadania (Festicidi). Serão exibidos curtas-metragens que exploram diversidade, cidadania e direitos sociais, oferecendo uma prévia da 6ª edição do Festicidi, que acontecerá em 2026.
Consolidado no calendário local, o Festicidi destaca-se como um importante espaço de reflexão social por meio do audiovisual. A curadoria selecionada para esta sessão na Tela Brasileira oferece ao público um panorama do que será a edição completa do festival em 2026.
Após as exibições, um debate aberto está programado. Profissionais e lideranças como Ugo Soares, Adryana Ryal (Petara Puri), Matheus Felipe Xavier, Maria Leopoldina Pereira (Dina) e Sol Mourão participarão para aprofundar as discussões levantadas pelos filmes.
Diversidade de narrativas e linguagens
A programação da noite é composta por cinco obras nacionais de curta duração. Elas transitam por diferentes gêneros e formatos, incluindo documentário, ficção, produções coletivas e narrativas experimentais. Essa diversidade reflete a riqueza da produção audiovisual brasileira e a multiplicidade de vozes que buscam espaço para expressar suas realidades e anseios.
Filmes em destaque:
- Caminhos (6 min): Fotofilme produzido coletivamente por adolescentes em situação de atos infracionais, sob coordenação de Ugo Soares. Criado durante oficina da Associação Cultural CineFanon, a obra explora a descoberta pela fotografia entre a rigidez institucional e a liberdade criativa.
- Elementos da educação (13 min): Também coordenado por Ugo Soares em oficinas da CineFanon, este filme é uma produção coletiva de quatro turmas de alunos do Instituto Estadual de Educação de Juiz de Fora. Estimula o olhar cinematográfico na infância por meio do uso de celulares.
- Vitória Régia - a resposta somos nós (21 min): Dirigido por Denis Kamioka, este filme é ambientado em uma realidade paralela distópica. A trama mostra um golpe de Estado alinhado a interesses estrangeiros resultando no desmatamento e exploração de petróleo na Amazônia.
- Fantasia (22 min): Com direção de Vinícius Maia Pereira, o curta mergulha no cotidiano de um jovem que realiza performances eróticas em uma enigmática casa de shows. A narrativa tensiona os limites entre os desejos íntimos e os próprios pesadelos.
- Bela LX-404 (20 min): Dirigido por Luiza Botelho, esta ficção acompanha a surpreendente reviravolta na vida de um idoso solitário. Ao tentar adquirir uma esposa robô cibernética jovem pela internet, ele recebe uma androide idosa de 80 anos em sua casa.
A iniciativa reforça as políticas públicas de fomento à cultura e de democratização do acesso ao cinema na cidade. Ela une a infraestrutura do Cinema Alameda ao trabalho de consolidação de territórios criativos e equidade promovido pelo município. A sessão especial da Tela Brasileira, com a curadoria do Festicidi, é um exemplo claro desse compromisso.

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