A Prefeitura de Juiz de Fora, por meio da Secretaria Especial da Igualdade Racial (Seir), lançou uma campanha de doação de livros para compor o acervo da recém-inaugurada Sala de Pesquisa Adenilde Petrina. O espaço, que passa a integrar a estrutura do Centro de Preservação da Memória Negra de Juiz de Fora e Região (CenPre), busca fortalecer os estudos sobre a cultura afro-brasileira e relações raciais na cidade.
A iniciativa, divulgada em 22 de julho de 2026, convoca a comunidade a contribuir com obras em bom estado de conservação. A preferência é por exemplares que abordem relações raciais, história, cultura afro-brasileira, povos tradicionais, movimentos sociais, direitos humanos e outras áreas correlatas. O objetivo é criar um centro de referência para pesquisas e produção de conhecimentos contra-hegemônicos.
Como participar da campanha
Interessados em apoiar a iniciativa e enriquecer o acervo podem entregar os livros diretamente na sede da Seir, localizada na Avenida Barão do Rio Branco, nº 2.234, Centro, em frente ao Parque Halfeld. A secretaria está preparada para receber as doações nos seguintes horários:
- De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
- Aos sábados, das 9h às 15h.
Legado de Adenilde Petrina Bispo
A Sala de Pesquisa homenageia Adenilde Petrina Bispo, uma das principais lideranças comunitárias de Juiz de Fora. Militante desde a juventude e moradora do bairro Santa Cândida, Adenilde dedicou sua vida à defesa dos direitos da população periférica e à democratização da comunicação, deixando um legado significativo para a cidade.
Entre suas contribuições notáveis, destacam-se:
- Foi uma das fundadoras da Rádio Comunitária Mega FM, um importante veículo de comunicação popular na década de 1990.
- Desde 2013, integrou o Coletivo Vozes da Rua, voltado à valorização da cultura negra e do hip hop.
Adenilde faleceu em 30 de outubro de 2025. Graduada em Filosofia e História pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), lecionou por 28 anos na rede municipal de ensino, cultivando um compromisso inabalável com a educação, a formação cidadã e o pensamento crítico. Em reconhecimento à sua trajetória e à atuação na promoção da igualdade racial e no combate ao racismo, seu nome foi escolhido para identificar o novo espaço de pesquisa.

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