A discussão atual sobre a reforma tributária apresentada pelo governo federal está incompleta, o que implica diretamente em importantes setores da economia brasileira, como o agronegócio, a construção e a indústria. Esse fato pode acarretar aumento de impostos e de preços de produtos como alimentos e medicamentos.
"Diante da pandemia, a gente vê uma proposta que aumenta a tributação incidente sobre os alimentos, o que significa alimento mais caro para a população brasileira", afirmou Renato Conchon, coordenador do núcleo econômico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Além de Conchon, o presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), Nelson Mussolini, e o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Rodrigues Martins, participaram de uma conversa sobre a reforma tributária na programação da CNN com a analista de economia Thais Herédia e a apresentadora Carla Vilhena.
Mussolini avaliou que os atuais projetos de reforma também devem onerar o setor de saúde e medicamentos. "No mínimo, 12% é em quanto vão aumentar os medicamentos se o projeto passar do jeito que está", disse. Já José Carlos Martins prevê que o impacto das mudanças no Imposto de renda será nulo para as empresas da construção civil, já que o setor já tem um regime diferente de tributação.