A Universidade de Brasília (UnB) emitiu uma declaração oficial repudiando episódios de hostilidade e vandalismo ao patrimônio público. A ação envolveu Wilker Leão, candidato a deputado federal pelo partido Novo, que acabou detido em flagrante pela Polícia Federal dentro do campus universitário.
De acordo com a instituição de ensino, o político e seus apoiadores depredaram pinturas localizadas em um muro do Instituto de Artes. Relatos indicam que estudantes do local também teriam sofrido agressões durante o tumulto.
A administração acadêmica classificou o ocorrido como reflexo de táticas associadas à extrema-direita. Para a diretoria, tais condutas violam a lei e substituem o diálogo qualificado pela força bruta.
“Por isso, a união da comunidade em defesa da Universidade é tão importante”, destacou a nota oficial divulgada logo após o episódio de violência.
O histórico de atritos entre o candidato e a comunidade acadêmica é extenso. Ele já havia sido desligado do curso de História da própria UnB após um processo disciplinar. A punição ocorreu devido à gravação não autorizada de docentes e discentes com intuito de constrangimento.
Mesmo antes da detenção, grupos de militantes ligados ao político tentaram organizar atos com tom ameaçador contra alunos da instituição, utilizando termos agressivos em convocações públicas nas redes sociais.
Protocolo de segurança acionado
O retorno de Leão ao campus ocorreu em um domingo, momento em que o muro do Instituto de Artes foi alvo de pichações. Diante da infração, a direção da UnB acionou imediatamente o protocolo interno de segurança.
“Forças policiais foram acionadas e houve prisão em flagrante pela Polícia Federal. A Universidade está adotando todas as providências administrativas e jurídicas cabíveis para a apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos”, detalhou a UnB.
A instituição manifestou solidariedade aos alunos afetados pelas agressões e garantiu suporte institucional. A direção reforçou ainda que continuará atuando firmemente na proteção de seus espaços e da ordem democrática.
A Agência Brasil aguarda manifestação dos advogados de defesa do candidato sobre o ocorrido.

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