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O Ministério da Educação anunciou nesta quarta-feira (4) a criação do Pé-de-Meia Universitário, programa previsto para começar em 2027 focado na permanência de estudantes de baixa renda cadastrados no CadÚnico em cursos de graduação das universidades públicas brasileiras.
A confirmação foi feita pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da EBC. A ampliação do benefício financeiro para o ensino superior cumpre uma das promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo Barchini, a mudança no perfil acadêmico impulsionou a nova política. Atualmente, dois terços dos alunos de universidades federais vêm de escolas públicas, invertendo o cenário de duas décadas atrás, quando a maioria vinha da rede privada.
Estrutura financeira e permanência
Para o ministério, garantir o acesso não é suficiente sem um acompanhamento que evite a evasão na graduação. Após quatro anos de estudos, o MEC finaliza a modelagem do projeto para 2027 com a seguinte estrutura:
- Bolsa mensal: R$ 700 pagos durante 10 meses a cada ano letivo;
- Poupança mensal: R$ 250 depositados durante 10 meses ao ano;
- Resgate final: saque de R$ 10 mil (com correção inflacionária) ao concluir o curso em quatro anos.
O ministro ressaltou que a contrapartida dos beneficiários será manter a frequência regular e finalizar a graduação no tempo correto.
Universalização no ensino médio
Além da etapa universitária, o MEC informou que o Pé-de-Meia escolar será estendido para todos os alunos do ensino médio público a partir de março do próximo ano, corrigindo iniquidades entre estudantes de uma mesma turma.
De acordo com dados do governo, o modelo atual da poupança do ensino médio reduziu o abandono escolar em 61% entre 2022 e 2025, além de diminuir a reprovação em 62% e o atraso escolar em 28%.

RCWTV
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