A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) desarticulou um esquema milionário de furtos de equipamentos de telefonia na região de Ubá, na Zona da Mata. Dois homens, de 26 e 37 anos, foram presos nessa terça-feira (12/8). A operação resultou na recuperação de materiais avaliados em cerca de R$ 900 mil e na apreensão de veículos e ferramentas usadas no crime.
Como a investigação começou
As apurações tiveram início após denúncias sobre um veículo branco utilizado para furtar gabinetes contendo placas de centrais telefônicas — itens de alto valor no mercado clandestino de lixo eletrônico. O carro estava locado em nome de um homem de 26 anos, dono de dois ferros-velhos em Juiz de Fora.
Operação e prisão
O setor de inteligência da Delegacia Regional de Juiz de Fora montou campana e cerco na rodovia MG-353, próximo ao entroncamento com a AMG-3085, em Coronel Pacheco, que liga à BR-040, em Goianá. Por volta das 14h30, policiais abordaram o veículo, encontrando diversos equipamentos e ferramentas.
O motorista, de 37 anos, confessou que saiu de Juiz de Fora de madrugada para cometer os crimes. Ele afirmou que entregaria o material ao homem de 26 anos no centro da cidade, recebendo entre R$ 2 mil e R$ 5 mil por viagem.
Apreensões
Dentro do carro, foram localizados 13 gabinetes — cada um com cerca de 40 placas de centrais telefônicas — além de outras placas eletrônicas, ferramentas e duas camisas com o emblema de uma operadora, usadas como disfarce. Um técnico da empresa confirmou a propriedade dos equipamentos e estimou o prejuízo em quase R$ 1 milhão.
Prisão do segundo suspeito
Após a confirmação do envolvimento do locatário do veículo, os policiais seguiram para os endereços dos seus ferros-velhos. No bairro Santa Terezinha, apreenderam um carro registrado em seu nome, mas ele não foi encontrado. No bairro Bonfim, o homem foi abordado ao desembarcar de um táxi, vindo da Rua Halfeld — apontada pelo comparsa como local de entrega do material.
Outro carro registrado em seu nome foi apreendido. O suspeito foi preso em flagrante por furto qualificado, receptação qualificada e associação criminosa. A PCMG investiga se os ferros-velhos eram usados para lavar dinheiro proveniente do crime.
Os dois homens foram encaminhados ao sistema prisional e estão à disposição da Justiça.
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