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APolícia Civil de Minas Gerais(PCMG) deflagrou, nesta sexta-feira (6/11), a operação Capital Coativo II nos municípios de Betim e Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A ação teve como foco o combate a crimes de empréstimos com juros abusivos,
Em resumo:
- Polícia Civil deflagrou a operação Capital Coativo II em Betim e Ribeirão das Neves.
- Ação resultou no cumprimento de seis mandados de busca e apreensão e na prisão preventiva de um investigado.
- Seis pessoas foram indiciadas por crimes contra a economia popular, perseguição, extorsão e organização criminosa.
Ameaças e perseguição a devedores, resultando no cumprimento de seis mandados de busca e apreensão e na prisão preventiva de um investigado. Durante as diligências, as equipes policiais apreenderam documentos, aparelhos celulares, dinheiro e panfletos de oferta de crédito.
As investigações conduzidas pelo órgão policial apontam o envolvimento de cinco homens e uma mulher no esquema criminoso. Um dos investigados, de 37 anos, foi preso durante a operação realizada na sexta-feira. Outro suspeito tem 28 anos. Ele foi detido em flagrante em julho. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça.
Indiciamento e atuação da organização criminosa
O inquérito policial, conduzido pela 6ª Delegacia de Polícia Civil em Contagem, foi concluído com o indiciamento dos seis investigados. Eles responderão por crime contra a economia popular, conforme o artigo 4º da Lei nº 1.521/51, além dos crimes de perseguição (artigo 147-A do Código Penal), extorsão (artigo 158 do Código Penal) e integração de organização criminosa (artigo 2º da Lei nº 12.850/13).
O grupo concentrava suas atividades ilícitas no bairro Tupi, localizado na região Norte de Belo Horizonte. Conforme apurado, os suspeitos emprestavam dinheiro aplicando juros abusivos e recorriam a ameaças e perseguições para efetuar as cobranças. As investigações revelaram que as vítimas preferenciais da organização criminosa eram mulheres solteiras que mantinham ponto comercial fixo na capital.
Desdobramentos e suspeita de lavagem de dinheiro
A apuração policial teve início com a prisão em flagrante, em 15 de julho, do homem apontado como responsável pelas cobranças da quadrilha. Ele foi detido no momento em que realizava cobranças e estava na posse de panfletos de divulgação de empréstimos. A partir dessa prisão inicial, os policiais conseguiram identificar os demais integrantes, mapeando a divisão de tarefas e a hierarquia do grupo.
A Polícia Civil realizou novos levantamentos. Os valores da usura eram ilícitos. O dinheiro financiava veículos. O esquema usava contas bancárias de terceiros. Chaves Pix também estavam em nomes alheios. Isso integrava a lavagem de dinheiro.
Investigação sobre lavagem de dinheiro e aquisição de veículos
Os levantamentos realizados pela Polícia Civil indicaram que os valores obtidos com a prática de usura eram empregados na aquisição, alienação e locação de veículos. A investigação detalhou como a quadrilha movimentava e tentava ocultar o capital ilícito gerado pelas cobranças de empréstimos com juros abusivos na região metropolitana.
O esquema criminoso ainda utilizava contas bancárias e chaves Pix em nome de terceiros sem vínculo com os investigados. A apuração policial apontou essa prática. O objetivo era dissimular a origem dos recursos. A organização estruturava a lavagem de dinheiro.
*Com informações oficiais de Polícia Civil MG.
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