Uma descoberta científica de relevância internacional foi registrada no Norte de Minas Gerais. Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) identificaram uma nova espécie de orquídea no Parque Estadual de Grão Mogol. A planta, denominada Habenaria adamantina, é endêmica, o que significa que não existe em nenhum outro lugar do mundo além daquela região.
Origem e características
O nome escolhido para a espécie faz referência à história da exploração de diamantes em Grão Mogol e ao brilho característico de suas flores. A orquídea se desenvolve em áreas de campo rupestre, ecossistema típico da Serra do Espinhaço, preferindo solos arenosos, úmidos e ensolarados.
Com a nova identificação, o número de espécies do gênero Habenaria catalogadas no município saltou de quatro para 12. Apesar de crescer próxima a trilhas utilizadas por visitantes, a planta permaneceu desconhecida para a ciência até o trabalho de campo recente.
Preservação e ameaças
O Instituto Estadual de Florestas (IEF) destaca que a descoberta reforça a importância das Unidades de Conservação para a pesquisa científica. No entanto, a situação da nova espécie preocupa: com apenas duas populações identificadas em uma área de 16,9 km², ela já pode ser classificada como "Em Perigo" (EN), seguindo os critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
As principais ameaças à sobrevivência da orquídea incluem:
- Pisoteio acidental por parte de turistas;
- Erosão do solo nas áreas de ocorrência;
- Mudanças na vegetação nativa e remoção ilegal de material vegetal.
A gerência do parque reforça a necessidade de os visitantes respeitarem as trilhas sinalizadas para evitar a degradação do habitat desta espécie única.
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