O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) realizou nesta terça-feira, 26, em Belo Horizonte, a cerimônia de entrega da 1ª edição do prêmio “Guardião do Patrimônio Cultural”. A iniciativa homenageou seis pessoas, uma associação sociocultural, um mosteiro, um parque nacional e um centro de conservação e restauração, reconhecendo práticas de valorização, conservação e restauração do patrimônio cultural mineiro.
O prêmio foi instituído em 2023, por meio da Resolução PGJ nº 9, com o objetivo de distinguir pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que tenham prestado serviços relevantes à preservação do patrimônio cultural. O promotor de Justiça Marcelo Azevedo Maffra destacou que a honraria busca “funcionar como um farol que ilumina a dedicação de quem trabalha de forma muitas vezes silenciosa pela memória e identidade do povo mineiro”.
Entre os agraciados, estão nomes de diferentes áreas e regiões do estado. O fotógrafo e jornalista Sebastião Salgado, falecido em maio deste ano, recebeu homenagem póstuma por sua atuação internacional e pelo Instituto Terra, dedicado ao reflorestamento da Mata Atlântica. Também foram premiados o bispo da Diocese de Oliveira, Dom Miguel Ângelo Freitas Ribeiro, pela preservação de acervos sacros; a Associação Sociocultural “Os Bem-Te-Vis”, de Itatiaia, que mobilizou a comunidade no restauro da Igreja Matriz de Santo Antônio; a matriarca “mãe Efigênia”, referência na proteção de práticas religiosas e culturais de ancestralidade africana; e a professora aposentada da UFMG, Maria das Graças Lins Brandão, pelo trabalho com plantas medicinais e educação patrimonial.
Além das pessoas físicas e associações, também foram homenageados o Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis da UFMG (Cecor), o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, o Mosteiro Nossa Senhora de Macaúbas e o professor Miguel Ângelo Andrade, da PUC Minas. O secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas José de Oliveira, também foi reconhecido por sua atuação na área.
Durante a cerimônia, autoridades ressaltaram o papel do MPMG na defesa do patrimônio cultural. Segundo o secretário Leônidas de Oliveira, 62% do patrimônio histórico do Brasil está em Minas Gerais, e o Ministério Público tem atuado ativamente para preservar esse legado. Já o bispo Dom Miguel Ângelo Freitas Ribeiro destacou a importância da diversidade cultural e das tradições mineiras como expressões da identidade do estado.
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