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Incompatibilidade de horários e omissão na fiscalização
As apurações da Promotoria de Justiça de Alto Rio Doce indicam que uma das denunciadas, nomeada em fevereiro de 2025 para o cargo de diretora de Turismo — função que exige dedicação exclusiva —, mantinha simultaneamente um vínculo empregatício em uma mineradora privada.
Documentos e registros de ponto fornecidos pela empresa privada revelaram que era impossível cumprir as duas jornadas. Além da sobreposição de horários, a logística de deslocamento entre os dois postos de trabalho era inviável. Segundo o
A segunda envolvida, que ocupava o cargo de secretária municipal de Cultura, Esporte e Turismo à época, foi denunciada por omissão. De acordo com o Ministério Público, ela falhou deliberadamente no dever de fiscalizar a jornada da subordinada, permitindo que os pagamentos indevidos fossem realizados com recursos do município.
Medidas judiciais e sanções previstas
O órgão requereu medidas severas nas esferas criminal e cível para punir os atos e recuperar o patrimônio público:
• Esfera Criminal: Denúncia por peculato-desvio, com pedido de aumento de pena por se tratar de cargos em comissão. • Esfera Cível: Ação por improbidade administrativa, que pode resultar na suspensão dos direitos políticos, perda de funções públicas e pagamento de multa civil. • Ressarcimento: O valor total cobrado é de R$ 10.037,74, referente aos salários pagos sem a contraprestação do serviço.
As ações agora tramitam na Vara Única da Comarca de Alto Rio Doce, onde aguardam o julgamento.
FAQ: Entenda o caso e os termos jurídicos
O que caracteriza um "funcionário fantasma"? É a situação em que uma pessoa é nomeada para um cargo público, recebe remuneração regularmente, mas não comparece ao trabalho nem desempenha as funções para as quais foi contratada.
O que é o crime de peculato-desvio? Ocorre quando um funcionário público, em razão do cargo que ocupa, desvia bens ou valores públicos em proveito próprio ou alheio. É um crime contra a administração pública previsto no Código Penal.
Quais as consequências da Lei de Improbidade Administrativa? Além do ressarcimento do dano ao cofre público, o condenado pode perder bens, ter seus direitos políticos suspensos (impedimento de votar e ser votado) e ser proibido de contratar com o Poder Público.
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