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Domingo, 07 de Junho 2026
Justiça

Mortes por arma de fogo no Rio aumentam 44,2% após megaoperação policial

Em três meses, 329 pessoas perderam a vida e 220 ficaram feridas por disparos na região metropolitana.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Mortes por arma de fogo no Rio aumentam 44,2% após megaoperação policial
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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No intervalo entre 28 de outubro de 2025 e 28 de janeiro de 2026, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que abrange 22 municípios incluindo a capital, o leste metropolitano e a Baixada Fluminense, registrou a morte de 329 pessoas por armas de fogo.

Este montante representa um aumento de 44,2% (equivalente a 101 ocorrências) em comparação com o mesmo período dos anos anteriores (28 de outubro de 2024 a 28 de janeiro de 2025), quando 228 óbitos por disparos foram contabilizados.

Em 28 de outubro, o governo fluminense deflagrou uma vasta operação policial, empregando 2,5 mil agentes. O objetivo era cumprir 100 mandados de prisão contra membros do Comando Vermelho em 26 comunidades da zona norte da capital, abrangendo os Complexos da Penha e do Alemão.

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Essas informações foram compiladas pelo Instituto Fogo Cruzado, a partir de uma solicitação da Agência Brasil.

Entre as vítimas fatais, encontram-se cidadãos inocentes de diversas faixas etárias, indivíduos com envolvimento criminal ou procurados pela justiça, e também membros das forças de segurança do estado do Rio. Quatro óbitos resultaram de balas perdidas, e 23 pessoas ficaram feridas, sendo que oito delas foram atingidas durante operações policiais.

Confrontos armados e mortalidade

Conforme o Instituto Fogo Cruzado, o período entre 28 de outubro de 2025 e 28 de janeiro de 2026 registrou 220 feridos por disparos não fatais e um total de 520 confrontos armados. Desse total, duzentos tiroteios (38,4%) foram decorrentes de ações ou operações policiais, resultando em 210 mortes (68,8% dos casos) e 125 feridos (56,8% dos casos).

Cerca de metade das vítimas fatais por arma de fogo após a grande operação (47,7%) foram atingidas em 12 chacinas registradas nos últimos três meses, sendo que oito delas tiveram origem em ações policiais. O Instituto Fogo Cruzado também aponta que, desde 28 de agosto de 2020, data que marca o início do governo de Cláudio Castro, 890 indivíduos perderam a vida em chacinas.

Apurações em curso

O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESP/MPRJ) comunicou à Agência Brasil que apurações estão em curso a respeito da extensa operação policial nos Complexos da Penha e do Alemão. Conforme nota, os trabalhos transcorrem sob sigilo, e “foram ouvidos diversos policiais, familiares das vítimas e outras testemunhas”.

A equipe de reportagem buscou, sem êxito, obter um posicionamento da Secretaria de Segurança Pública do governo do Rio de Janeiro e da Polícia Civil. O objetivo era verificar se, após a grande operação nos Complexos da Penha e do Alemão, houve redução dos territórios controlados por facções criminosas no estado, se houve alteração nos índices de roubos e furtos, e se o volume de drogas e armas apreendidas sofreu variação, entre outras questões.

A Agência Brasil também contatou a Defensoria Pública, a Ordem dos Advogados do Brasil (seção Rio de Janeiro) e o Conselho Nacional de Justiça, em busca de manifestações sobre os três meses subsequentes à operação.

O canal permanece acessível para manifestações de todas as instituições citadas.

FONTE/CRÉDITOS: Gilberto Costa - Repórter da Agência Brasil

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