As doenças cardiovasculares continuam entre as principais causas de morte no Brasil e no mundo. Em Minas Gerais, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), vem fortalecendo o enfrentamento a esse desafio com a implantação do projeto estratégico Linha de Resposta Rápida. A iniciativa atua desde a prevenção até o atendimento hospitalar, buscando agilidade no diagnóstico e no tratamento de casos como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e trauma.
Prevenção e monitoramento dos fatores de risco
Na Atenção Primária, as equipes de saúde monitoram fatores como hipertensão, diabetes, colesterol alto e tabagismo, além de incentivar hábitos de vida saudáveis. O trabalho preventivo é considerado essencial para reduzir complicações e ampliar a qualidade de vida da população.
Protocolos para urgência e emergência
Nos serviços de urgência e emergência, como Samu, UPAs e hospitais, os atendimentos são guiados por protocolos técnicos. Um dos destaques é o eletrocardiograma (ECG), que deve ser realizado em até 10 minutos após a triagem em pacientes com dor torácica ou suspeita de infarto. O exame precisa ser avaliado imediatamente por um médico e registrado na Classificação de Risco.
“Cada minuto de atraso significa risco de vida. Um paciente com infarto agudo do miocárdio pode perder até 11 dias de expectativa de vida por minuto sem atendimento”, explica Letícia Cota, da Superintendência de Política de Atenção Hospitalar da SES-MG.
Além da resposta rápida, a ampliação da estrutura hospitalar também tem sido prioridade. Entre janeiro e agosto de 2025, em parceria com o Ministério da Saúde, Minas Gerais registrou aumento de 14% nos leitos de Unidade Coronariana (UCO) nas macrorregiões Oeste, Sudeste e Triângulo do Norte. Atualmente, o estado conta com 127 leitos disponíveis pelo SUS.
Os números mostram a urgência do tema: em 2024, uma pessoa morreu por infarto a cada 17 minutos em Minas. As doenças circulatórias representaram cerca de um quarto de todas as mortes registradas no estado. Para enfrentar esse cenário, a prevenção segue como pilar central.
“Consultas regulares, exames de rotina e controle dos fatores de risco são passos essenciais para reduzir complicações”, destaca Samara Costa, cardiologista da Santa Casa de Belo Horizonte e do Hospital São Lucas.
Em 2025, a Sociedade Brasileira de Cardiologia atualizou suas diretrizes, incluindo maior rigor no controle do colesterol e na estratificação de risco. A expectativa é diminuir de forma consistente os eventos cardiovasculares, reduzir hospitalizações e salvar vidas.
Combinando prevenção, protocolos rápidos e ampliação da rede hospitalar, Minas Gerais avança na construção de uma resposta eficaz contra as doenças do coração, reforçando o compromisso de salvar vidas e garantir atendimento de qualidade à população.
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