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Quinta-feira, 04 de Junho 2026
Região

Minas Gerais articula criação de polo tecnológico para produção de cacau

Estado aposta no Norte de Minas e em pesquisas da Epamig para expandir cultivo e subir no ranking nacional de produtividade

Talia Santana
Por Talia Santana
Minas Gerais articula criação de polo tecnológico para produção de cacau
Diego Vargas/Seapa
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Na semana em que se celebra o Dia Mundial do Cacau (26/03), o Governo de Minas Gerais intensifica ações para transformar o estado em um polo produtor da fruta. Atualmente na décima posição do ranking nacional, com 480 hectares plantados, o estado foca na região Norte e em investimentos tecnológicos para ampliar sua participação no mercado, hoje liderado por Pará e Bahia.

​O Secretário de Agricultura, Thales Fernandes, destaca que o clima do Norte de Minas, caracterizado por altas temperaturas e baixa umidade, é favorável ao desenvolvimento da cultura quando aliado a tecnologias de irrigação. Uma das estratégias aplicadas é o plantio consorciado com bananeiras, sistema agroflorestal que utiliza a sombra e a umidade das plantações de banana para proteger os cacaueiros.

​Pesquisa e inovação em áreas experimentais

​A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) inicia, em abril de 2026, o plantio de novas mudas nos campos experimentais de Mocambinho e Gorutuba. O projeto busca identificar a viabilidade do cultivo a pleno sol e com proteção solar parcial em áreas de semiárido, rompendo com o modelo tradicional de cultivo exclusivamente à sombra.

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​Além das frentes internas, a Epamig passa a integrar o Centro Tecnológico de Cacau e Cultura de Regiões não Tradicionais, em parceria com as universidades federais de Viçosa (UFV) e Lavras (UFLA). A cooperação visa acelerar a geração de conhecimento técnico e adaptar as cultivares às condições específicas do solo mineiro.

​Impacto econômico e polos produtores

​A cadeia produtiva do cacau consolidou-se como relevante fonte de emprego no estado. Segundo a Emater-MG, cada hectare plantado gera dois empregos diretos e quatro indiretos. O crescimento da atividade levou a autarquia a incluir o cacau em seu levantamento oficial de safra, ferramenta utilizada para a formulação de políticas públicas.

​Atualmente, o ranking de produção em Minas é liderado pelos seguintes municípios:

  • Jaíba: 256 hectares (53,3% da produção estadual);
  • Janaúba: 120 hectares;
  • Bandeira: 64 hectares;
  • Matias Cardoso: 25 hectares.

​No âmbito do comércio exterior, Minas Gerais registra exportações de 7 mil toneladas de cacau e derivados, como chocolates e manteiga, movimentando aproximadamente US$ 64,9 milhões.

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FONTE/CRÉDITOS: SEAPA

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