A Câmara dos Deputados está analisando o Projeto de Lei 184/26, que propõe a criação do Marco Nacional de Reconhecimento Jurídico da Pessoa Idosa. De autoria da deputada Carla Dickson (PL-RN), a iniciativa busca organizar a aplicação de políticas públicas e direitos, estabelecendo três categorias etárias para a velhice.
Atualmente em debate, a proposta define como pessoa idosa aquela com idade igual ou superior a 60 anos. A partir desse critério, o texto inova ao segmentar essa faixa etária em três grupos distintos, buscando uma abordagem mais específica para cada fase.
As categorias propostas são: a fase inicial, para indivíduos de 60 a 64 anos; a fase plena, que abrange de 65 a 79 anos; e a de longevidade avançada, destinada a pessoas com 80 anos ou mais. Essa divisão visa aprimorar a formulação de diretrizes.
A deputada Carla Dickson ressalta que a atual fragmentação da legislação gera significativa insegurança jurídica. Segundo ela, “embora a legislação federal reconheça os 60 anos como marco inicial da velhice, diversos direitos utilizam idades distintas, sem um critério sistemático ou orientador”.
Essa falta de uniformidade dificulta a aplicação de direitos e a criação de programas sociais eficazes. O projeto, portanto, busca preencher essa lacuna, proporcionando clareza e um direcionamento mais lógico para o tratamento legal da população idosa no Brasil.
Entre os direitos mínimos assegurados a todas as pessoas idosas a partir dos 60 anos, a proposta destaca a prioridade em processos judiciais e administrativos. Além disso, garante o direito a um acompanhante durante internações hospitalares, reforçando o cuidado e o suporte.
O texto também prevê o atendimento prioritário em serviços tanto públicos quanto privados, uma medida crucial para a qualidade de vida dessa população. Adicionalmente, proíbe explicitamente a discriminação etária em contratos, protegendo os idosos de práticas injustas.
É importante notar que as novas regras atuarão de forma complementar ao já existente Estatuto da Pessoa Idosa, buscando aprimorar e não substituir a legislação vigente. Essa integração visa fortalecer o arcabouço legal.
Para a deputada Carla Dickson, a iniciativa promoverá maior racionalidade na administração pública. Ela afirma que “a criação de categorias etárias jurídicas permite maior racionalidade na formulação de políticas públicas e na interpretação das normas”.
O Projeto de Lei 184/26 será submetido à análise conclusiva de importantes comissões. São elas: a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa e a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para que o projeto se torne lei e entre em vigor, ele necessita da aprovação tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado Federal, seguindo o rito legislativo padrão.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se