O Governo de Minas Gerais formalizou, na Tarde de 27/04, o fechamento definitivo do complexo onde funcionou o Hospital Colônia de Barbacena. Durante visita ao município, o governador Mateus Simões confirmou que os últimos 12 pacientes remanescentes serão transferidos, no próximo mês, para uma nova unidade de saúde sob gestão municipal. A medida encerra simbolicamente uma era marcada por violações de direitos humanos no antigo hospital psiquiátrico, que atualmente abriga o Museu da Loucura e funciona como Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena sob diretrizes de tratamento humanizado da
Paralelamente ao anúncio histórico, a comitiva estadual realizou a vistoria final das obras da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Grogotó. Com 99% de conclusão e investimento superior a R$ 2,8 milhões, a estrutura tem capacidade para atender até 4,5 mil pessoas mensalmente. O terreno da nova unidade foi cedido pelo Estado e fazia parte da área do antigo Colônia, simbolizando a conversão de um espaço de exclusão em um polo de prevenção e cuidado primário. Além desta, outras duas unidades nos bairros Monte Mário e Nova Cidade recebem aportes que somam R$ 5 milhões.
A iniciativa integra o programa Governo Presente, que transferiu temporariamente a sede administrativa do Executivo para Barbacena. A estratégia busca descentralizar a gestão e acelerar entregas na macrorregião Centro-Sul, onde o Estado já investiu mais de R$ 22,8 milhões em atenção primária nos últimos anos. Com o fortalecimento da rede, que inclui o suporte do
FAQ
• O que acontecerá com os últimos pacientes do antigo Hospital Colônia? Os 12 pacientes restantes serão transferidos para uma residência terapêutica municipal no próximo mês, garantindo um ambiente acolhedor e assistência contínua.
• Qual a capacidade de atendimento da nova UBS Grogotó? A unidade está preparada para realizar entre 2 mil e 4,5 mil atendimentos por mês, contando com três equipes de Saúde da Família e serviços odontológicos.
• O que o fechamento definitivo representa para Barbacena? Representa a superação do modelo de manicômios e a consolidação da Reforma Psiquiátrica, transformando o antigo espaço de dor em um local de memória e saúde humanizada.
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