No distrito de Andrequicé, em Três Marias, um grupo de nove mulheres mantém viva a essência do sertão mineiro através de agulhas e linhas. As Bordadeiras de Andrequicé, formadas na Manhã de 28/04, utilizam o artesanato como ferramenta de preservação histórica e sustento financeiro. Inspiradas pelas paisagens locais e pela literatura de João Guimarães Rosa, elas produzem desde colchas a vestuários que retratam a fauna e a flora da região. A iniciativa, que nasceu durante a Semana Cultural Festa de Manuelzão, consolidou-se como um pilar de resistência cultural e economia criativa no interior do estado.
O projeto conta com o suporte técnico da
Mais do que geração de renda, o trabalho coletivo representa um novo rumo para as mulheres do distrito. Os encontros semanais funcionam como espaços de troca de experiências e fortalecimento de vínculos, promovendo a autonomia feminina no campo. O investimento em assistência técnica e parcerias institucionais permitiu que o grupo rompesse barreiras geográficas, levando a estética do sertão para grandes centros urbanos. Para o futuro, o foco está na expansão dessas alianças para consolidar Andrequicé como um polo de turismo cultural e produção artesanal de referência em Minas Gerais.
FAQ
• O que inspira os bordados do grupo de Andrequicé? As peças são inspiradas nas paisagens do sertão mineiro e na obra literária de João Guimarães Rosa, destacando figuras como Manuelzão.
• Como a Emater-MG apoia o trabalho das artesãs? A instituição auxilia na emissão de carteirinhas profissionais, orientação para feiras e inclusão no catálogo de produtos da agricultura familiar.
• Onde os produtos podem ser adquiridos? As peças são vendidas na Casa Venda das Bordadeiras de Andrequicé, em feiras regionais e eventos de artesanato pelo Brasil.
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