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Terça-feira, 26 de Maio 2026
Economia

Minas é o primeiro explorador de nióbio no mundo

A exploração é toda feita a céu aberto, sem uso de explosivos, apenas com escavadeiras

Simone Carvalhal
Por Simone Carvalhal
Minas é o primeiro explorador de nióbio no mundo
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Minas tem a mais importante mina de nióbio do mundo, a de Araxá (367 km de Belo Horizonte)... O governo não conhece o potencial financeiro da jazida porque ela seria "tutelada" por uma empresa privada, a gigante de mineração CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração) —que pertence à família Moreira Salles, proprietária do banco Itaú—, também dona de uma jazida em Araxá.... - A mina do governo pertence à Codemig (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais)... De uma uma receita anual de pelo menos R$ 1 bilhão durante 400 anos. Este é o período estimado de atividade da mina se ela continuar explorada nos níveis atuais. ... 

Utilizado para beneficiar ligas metálicas para fins tecnológicos e aeroespaciais, o nióbio é dinheiro garantido na conta do governo mineiro desde 1972. Naquele ano, a Codemig fechou um acordo vantajoso com a CBMM. As duas empresas criaram uma terceira, a Comipa (Companhia Mineradora do Pirocloro de Araxá), que explora o material das minas e entrega todo o minério à CBMM, que produz o ferronióbio (seu principal produto), vende para mais de 50 países e repassa 25% dos lucros à Codemig. 

A área de escavação em Araxá para extração de nióbio possui atualmente 2 km de diâmetro. A exploração é toda feita a céu aberto, sem uso de explosivos, apenas com escavadeiras

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O Brasil é o maior produtor mundial da substância, representando mais de 95 % do total mundial. As reservas lavráveis de nióbio no Brasil estão nos estados de Minas Gerais com 85% do total da exploração mundial, mas também Amazonas, Goiás, Rondônia e Paraíba.
 
O nióbio é um elemento químico da tabela periódica, localizado na quinta coluna entre o zircônio e o molibdênio. Seu número atômico é o 41 e é classificado como metal de transição; ou seja, esse metal deixa o aço ainda mais forte e resistente. Foi descoberto em 1801 por Charles Hatchett, quando o químico inglês analisava amostras de uma rocha do acervo do Museu Britânico. No Brasil, foi o geólogo mineiro Djalma Guimarães que, em 1953, descobriu a reserva em Araxá, Minas Gerais. 
 
Atualmente, é utilizado para fortalecer ligas metálicas como o aço ,aplicadas a tubos condutores de fluidos, peças aerodinâmicas e automotivas, e medicinalmente é utilizado em diagnósticos de imagem, isso tudo se deve às suas propriedades.
 
 

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