Pelo terceiro período consecutivo, as previsões do mercado financeiro para a inflação em 2026 sofreram um ajuste para baixo. Conforme o Boletim Focus, divulgado na segunda-feira (26), a expectativa é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerre o ano em 4%.
O IPCA, considerado o indicador oficial de inflação no Brasil, havia sido estimado em 4,02% na semana anterior e em 4,05% um mês antes. Já para os anos de 2027 e 2028, as projeções do mercado têm se mantido consistentes por 12 semanas, fixadas em 3,80% para 2027 e 3,5% para 2028.
Meta de inflação
A meta inflacionária para 2026 e os anos seguintes, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, permitindo uma variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Isso significa que o piso é de 1,5% e o teto é de 4,5%.
Assim, todas as estimativas de inflação apresentadas no Boletim Focus estão em conformidade com as metas estabelecidas. Um exemplo é o IPCA de 2025, que também se situou dentro do objetivo governamental, atingindo 4,26%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).
Para mais informações, siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp.
Juros
Os outros indicadores divulgados pelo Boletim Focus para o ano de 2026 demonstram constância em relação às semanas precedentes.
Em relação à taxa básica de juros, a Selic, o mercado financeiro sustenta a projeção de 12,25% para o encerramento de 2026, uma estimativa que se mantém por cinco semanas seguidas. Atualmente, a Selic está em 15%, seu patamar mais elevado desde julho de 2006, quando alcançou 15,25%.
Para 2027, a previsão do mercado financeiro indica uma queda da Selic para 10,50%, um valor que tem sido repetido nas projeções por 50 semanas consecutivas. As expectativas para 2028 também permanecem firmes, apontando que a Selic deverá encerrar o ano em 10%.
Variações da Selic
O Comitê de Política Monetária (Copom), ao elevar a Selic, visa frear uma demanda excessiva, o que impacta os preços. Juros mais elevados tornam o crédito mais caro e incentivam a poupança, podendo, consequentemente, dificultar o crescimento econômico.
Contudo, na definição das taxas de juros aplicadas aos consumidores, as instituições bancárias levam em conta outros elementos, como o risco de calote, a margem de lucro e os custos administrativos.
Por outro lado, a redução da Selic tende a baratear o crédito, estimulando tanto a produção quanto o consumo. Isso pode diminuir o rigor no controle inflacionário, mas impulsiona a atividade econômica.
PIB e dólar
No que tange ao Produto Interno Bruto (PIB), que representa a totalidade dos bens e serviços produzidos no Brasil, as projeções indicam um crescimento de 1,80% em 2026, um percentual inalterado por sete semanas consecutivas.
Para os anos subsequentes, o mercado financeiro prevê um avanço de 1,80% em 2027 e de 2% em 2028.
Conforme o Boletim Focus, a cotação do dólar norte-americano deverá encerrar 2026 em R$ 5,50, valor que se mantém estável nas projeções por 15 semanas. Para 2027 e 2028, as estimativas apontam para R$ 5,51 e R$ 5,52, respectivamente.

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se