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Mercado de multipropriedade atinge R$ 100 bilhões no Brasil; nos EUA, jovens respondem por 76% das novas compras

Tendência das novas gerações pelo uso flexível do patrimônio de lazer reflete na expansão de complexos turísticos e hoteleiros no Brasil.

Henrique Harmonia
Por Henrique Harmonia
Mercado de multipropriedade atinge R$ 100 bilhões no Brasil; nos EUA, jovens respondem por 76% das novas compras
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De acordo com informações recentes da American Resort Development Association (ARDA), o perfil de público de compra de propriedades compartilhadas migrou para compradores mais jovens, que valorizam a experiência turística e estabelecem a gestão profissionalizada dos resorts como um fator essencial para a compra.

Dados do 2026 United States Owners Report, divulgado pela ARDA, quantificam o segmento que movimentou US$ 10,7 bilhões em 2025. Atualmente, os Millennials e a Geração Z respondem por 76% de todas as aquisições recentes e somam 58% da base total de proprietários. Apenas a Geração Z concentra 54% das compras.

A pesquisa da associação norte-americana aponta que  92% dos proprietários da Geração Z avaliam a experiência de forma positiva e 80% recomendam o formato a terceiros. A justificativa financeira apontada nos relatórios ao Brasil da Caio Calfat Real Estate Consulting é voltada ao uso racional do ativo. Os investidores optam por adquirir apenas a fração de tempo correspondente ao período de férias para evitar os custos fixos de manutenção de uma segunda residência ociosa e exigem em troca infraestrutura de alto padrão. Para se ter uma ideia, nos EUA, a taxa média de ocupação desses complexos permaneceu em 80%, ante 62% da hotelaria convencional.

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Esse padrão de consumo documentado no exterior reflete na expansão desse mercado no Brasil. O Valor Geral de Vendas (VGV) potencial da multipropriedade no país ultrapassou a marca de R$ 100 bilhões em 2026, com operações ativas em 99 municípios, conforme o mais recente estudo da Caio Calfat. A região sul lidera com 70 projetos.

Segundo Márcio Piccoli, diretor de operações do Amazon Parques & Resorts, maior complexo multipropriedade do litoral norte catarinense, em construção, o modelo atende à lógica financeira de racionalização de custos de um imóvel de férias. Paralelamente, a proposta arquitetônica, voltada à brasilidade e à sustentabilidade e com integração à economia local, dialoga com as atuais métricas ESG exigidas pelos novos consumidores. Esses elementos convergem com as diretrizes de mercado mapeadas pela ARDA: a preferência das novas gerações por complexos integrados sob gestão de marcas globais que asseguram flexibilidade e governança de serviços.

Segundo o executivo, a capitalização dessa nova demanda exige a estruturação de complexos hoteleiros em cidades com fluxo turístico consolidado como polos regionais em que os mercados imobiliários primários já operam em alta rotação.

Penha, sustentada pelas praias, infraestrutura, proximidade com rodovias e aeroporto e pela demanda do parque Beto Carrero World, o mercado imobiliário geral do município registrou um salto de 569% nos lançamentos no segundo trimestre de 2025, totalizando R$ 466,1 milhões em VGV, segundo último  levantamento, o Censo Imobiliário da Brain Inteligência Estratégica para o mercado dessa região. A escalada acompanha o preço do metro quadrado, que tem registrado valorização em torno de 15% ou mais ao ano em regiões próximas às praias e ao parque temático, conforme levantamento dos especialistas do Amazon Parques & Resorts, o primeiro modelo fracionado no município. 

O empreendimento associa a venda de cotas à operação da bandeira internacional Wyndham Hotels & Resorts  e é composto por três torres e cerca de 200 unidades, além de amplas áreas de lazer com temática amazônica e distante 5 minutos do Beto Carrero World.

"A convergência entre o novo comportamento financeiro das gerações mais jovens e a maturação imobiliária de cidades fora do eixo das capitais fornece a base econômica para a expansão do setor de multipropriedade. O modelo tem assumido posição de destaque na infraestrutura turística nacional”, complementa Roberto Know, CEO do Amazon Parques e Resorts.

Sobre o Amazon Parques & Resorts 

Fundado em 2020, o Amazon Parques & Resorts desenvolve empreendimentos imobiliários de entretenimento e hotelaria fundamentados em práticas ESG. Com atuação voltada à comercialização imobiliária e multipropriedade, o grupo investe em arquitetura de forma consciente para proporcionar experiências integradas à natureza e fortalecer a economia das comunidades locais. 

Mais informações: https://amazonparqueseresorts.com.br/

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Henrique Harmonia

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Henrique Harmonia

Repórter na RCWTV – Rede de Canais Web, com foco na produção de conteúdo acessível, imparcial e de interesse público. Atua com responsabilidade e linguagem clara, aproximando a informação do leitor.

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