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Neste domingo (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a aplicação do Enem para mais de 5 milhões de candidatos representa uma verdadeira batalha nacional contra o retrocesso e em defesa do avanço da educação no Brasil. A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo a partir do centro de monitoramento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em Brasília.
“Nós aqui estamos fazendo uma guerra contra o retrocesso, uma guerra pela educação, uma guerra que significa paz”, declarou Lula ao acompanhar a operação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que conta com a atuação de mais de 596 mil profissionais, incluindo servidores federais, fiscais e equipes dos Correios. As provas ocorrem neste domingo e no dia 15 de novembro.
Ao se referir aos participantes do exame como “soldados da democracia, soldados da paz, soldados do futuro”, o presidente recomendou tranquilidade aos estudantes. Ele destacou ainda que a busca pela qualificação acadêmica melhora a dignidade cidadã, recordando sua própria trajetória como torneiro mecânico sem diploma universitário formal, embora possua diversos títulos de doutor honoris causa.
Pé-de-Meia Universitário
Durante a visita, Lula voltou a mencionar a criação do programa Pé-de-Meia Universitário. A iniciativa deve seguir a mesma lógica do benefício concedido aos alunos do ensino médio, garantindo apoio financeiro entre R$ 200 e R$ 1.000. “Nenhum brasileiro ou brasileira vai ficar sem estudar porque não tem o que comer”, reforçou o presidente.
Complexidade logística do exame
Ao lado do chefe do Executivo, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, ressaltou a grandiosidade da logística, que atende a 1.901 municípios e mais de 184 mil salas. Barchini explicou que o Inep monitora o clima em todo o país para garantir a reaplicação do exame em casos de problemas meteorológicos graves, conforme prevê o edital.
Por fim, o ministro enfatizou que a nota do Enem serve como porta de entrada não apenas para universidades públicas, mas também para programas como ProUni e Fies, que concedem bolsas e financiamentos na rede privada. “Toda universidade de alguma forma adota esse exame”, pontuou Barchini.

RCWTV
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