O setor de Soroterapia e Profilaxia da Raiva Humana, localizado no Hospital de Pronto Socorro (HPS) é referência assistencial em Juiz de Fora e 36 municípios da região. No local, são atendidas as vítimas de animais peçonhentos ou de animais transmissores de raiva. Em caso de acidentes elas devem procurar o setor para serem atendidas e tomarem soros e/ou vacinas conforme cada caso.
De acordo com o médico coordenador do setor de Soroterapia e Profilaxia da Raiva Humana, Mário Vieira de Siqueira, no caso de bichos peçonhentos, sempre que possível levar o animal agressor e, no caso de transmissores da raiva, mantê-los sob observação. Além disso, “a recomendação é lavar o local do contato com água e sabão e encaminhar o paciente ao HPS e não fazer garrote ou perfuração do ferimentos”, explica o médico.
Em relação aos animais peçonhentos, Mário ainda ressalta que, quando uma pessoa é atacada por eles, ela pode ter sintomas leves sem necessidade de soros, mas existem os casos graves que podem levar a óbito. Já a Raiva Humana é uma doença grave em quase 100% dos casos leva à morte. Seus sintomas mais comuns são dor de cabeça, mal-estar, náuseas, dor de cabeça e inquietude. Todavia, desde de 1998 não é registrado nenhum caso da doença no município. O setor de Zoonose da SS, realiza campanhas anuais de vacinação nas zonas urbana e rural de Juiz de Fora.
Além dos cuidados a serem tomados caso a pessoa seja atacada por um desses animais, ele explica que, para evitar acidentes, “a prevenção deve ser feita mantendo ambientes limpos e livres de alimentos para os animais peçonhentos”, pois essas medidas evitam a proliferação de ratos, baratas, escorpiões e demais bichos.
Já em relação aos imunobiológicos utilizados no HPS eles são produzidos pelo Instituto Butantan, Vital Brasil e Ezequiel Dias e alguns são importados da China.
Número de atendimentos
Ainda segundo dados divulgados pelo médico Mário, em 2019 foram realizados mais de 12 mil e 700 atendimentos no HPS entre pessoas que foram atacadas por animais passíveis de transmitir raiva ou de peçonhentos. Já em relação a média mensal foi de mais de mil casos e cerca de 36 atendimentos. E em 2020 houve uma queda nesses atendimentos, sendo atendida cerca de 30 pessoas por dia, 884 por mês e 10 mil por ano. No ano de 2021 até mês de julho foram realizados um total de 7.715 atendimentos. É importante ressaltar também que esses dados correspondem a Juiz de Fora e mais 36 municípios da região.
Em relação aos animais que mais costumam aparecer na zona urbana são escorpiões e aranhas, já na zona rural são as cobras. Em caso de encontro com esses bichos, a população pode solicitar apoio da Guarda Municipal para a contenção de animais na área urbana, ligando para o telefone 153, no horário das 8h às 18h. Como a atividade acontece paralelamente às demais ações das equipes, o atendimento segue alguns critérios de triagem como a dificuldade do animal retornar ao seu habitat ou o perigo que possa estar oferecendo à vida das pessoas.
FONTE/CRÉDITOS: PJF