O Hospital Júlia Kubitschek (HJK), integrante da Rede Fhemig, iniciou neste mês de fevereiro (11/02) a aplicação de uma técnica avançada de reconstrução de tecidos denominada retalhos microcirúrgicos. O procedimento, que anteriormente era concentrado no Hospital João XXIII, passa a integrar a rotina da unidade, expandindo a capacidade de atendimento a pacientes com feridas complexas, traumas severos e sequelas de queimaduras.
A técnica baseia-se no transplante de uma porção de tecido do próprio paciente — como pele e gordura da região da coxa — mantendo seus vasos sanguíneos preservados. Com a utilização de microscópios cirúrgicos ou lupas de alta precisão, os cirurgiões conectam esses vasos à área lesionada, garantindo a irrigação sanguínea necessária para a sobrevivência do tecido implantado e a recuperação funcional do membro ou região afetada.
Integração entre especialidades e primeiro caso de sucesso
A implantação do serviço no HJK é coordenada pela cirurgiã plástica Vivian Lemos. O primeiro procedimento realizado na unidade envolveu a reparação de partes moles (músculos, tendões e ligamentos) em um membro inferior, em um trabalho conjunto com a equipe de ortopedia. Essa intervenção foi etapa preparatória para uma futura reconstrução óssea no paciente.
A diretoria do hospital informou que a agilidade no planejamento do caso foi possível devido ao suporte das equipes de enfermagem e do bloco cirúrgico. O próximo passo da unidade é aplicar a microcirurgia em reconstruções mamárias e no tratamento especializado de sequelas de queimaduras graves.
Impacto na formação profissional e na assistência pública
Além dos benefícios diretos aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), a novidade fortalece a formação acadêmica dentro do hospital. Os residentes em cirurgia plástica passam a ter contato direto com uma ferramenta tecnológica essencial para o manejo de casos de alta complexidade, o que eleva o padrão de especialização oferecido pelo Complexo Hospitalar de Especialidades (CHE).
Para a diretoria-geral do CHE, a técnica é considerada revolucionária para casos graves, pois possibilita a preservação de membros que, em outros contextos, poderiam enfrentar desfechos traumáticos, como amputações. A viabilidade do serviço depende da integração de diferentes áreas médicas e do uso de equipamentos de precisão, consolidando o HJK como referência em procedimentos de reparação tecidual.
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