A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu dois homens em flagrante por receptação e adulteração de sinal identificador durante a Operação Longa Manus II, deflagrada em uma oficina mecânica utilizada como desmanche clandestino de veículos no município de Bicas.
Investigação e prisões em flagrante em Bicas
Dando continuidade às ações qualificadas de repressão aos crimes patrimoniais na Zona da Mata, a operação coordenada pela 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Juiz de Fora localizou, na última sexta-feira (03/07), uma oficina mecânica que funcionava como fachada para atividades ilícitas em Bicas. No estabelecimento, os policiais civis flagraram dois homens realizando o desmonte de automóveis.
No local, foram encontrados dois veículos parcialmente desmantelados. Entre as unidades, os agentes identificaram um Fiat Strada que ostentava placas clonadas e sinais identificadores visivelmente adulterados. Após consultas nos sistemas de segurança pública, a equipe confirmou que o automóvel possuía registro ativo de furto e roubo.
Ofensiva regional contra redes de receptação
Os dois suspeitos capturados no local receberam voz de prisão imediata e foram conduzidos à unidade policial, onde foram autuados pelos crimes de receptação qualificada e adulteração de veículo automotor. A Operação Longa Manus II (cujo nome em latim faz alusão ao "longo alcance" ou ao "braço estendido" da Justiça) representa a segunda fase de uma série de investigações voltadas a desarticular comércios ilegais de autopeças e redes de receptação na região. Recentemente, desdobramentos da mesma operação também resultaram em capturas e apreensões de materiais ilícitos na cidade vizinha de São João Nepomuceno.
As autoridades reforçam que o comércio de peças oriundas de desmanche clandestino de veículos alimenta diretamente os índices de furtos e roubos na região. As investigações prosseguem sob a coordenação da Delegacia Especializada de Repressão a Furtos e Roubos para identificar possíveis ramificações da quadrilha, fornecedores dos automóveis e os receptadores finais das peças no mercado regional.
Insight RCWTV (Box de Especialista) O avanço do mercado ilegal de peças automotivas na Zona da Mata acende um alerta econômico e de segurança. Oficinas de fachada em cidades menores, como Bicas, têm sido estrategicamente escolhidas por criminosos para tentar escapar do monitoramento intensivo realizado nas maiores metrópoles de Minas Gerais. Para o cidadão, o risco reside no mercado de reposição: adquirir peças sem etiqueta de rastreabilidade ou com valores muito abaixo da média de mercado configura crime de receptação, além de financiar diretamente o roubo de novos veículos na região.
FAQ
O que foi a Operação Longa Manus II da Polícia Civil?
A operação é uma ação estratégica conduzida pela 1ª DRPC de Juiz de Fora voltada ao combate a crimes patrimoniais na Zona da Mata, com foco especial em fechar desmanches ilegais e prender receptadores.
Quais crimes foram imputados aos homens presos em Bicas?
Os dois indivíduos foram autuados em flagrante pelos crimes de receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor, devido à posse do carro roubado e modificado.
Como identificar se uma peça automotiva é de origem legal?
Consumidores devem exigir a nota fiscal eletrônica e verificar se o estabelecimento possui o credenciamento oficial do Detran. Peças legalizadas de desmonte possuem etiquetas com códigos de barras rastreáveis que comprovam a procedência do item.
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