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Segunda-feira, 15 de Junho 2026
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Política

Homens condenados por agredir mulheres em academias podem ser proibidos de frequentar o local

Proposta aprovada em comissão prevê restrição de acesso a academias para agressores durante o cumprimento da pena; projeto segue para análise na Câmara.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Homens condenados por agredir mulheres em academias podem ser proibidos de frequentar o local
Pablo Valadares / Câmara dos Deputados
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Uma comissão da Câmara dos Deputados deu aval a um projeto de lei que impõe restrições a homens condenados por cometerem agressões contra mulheres em academias. A medida visa impedir que esses indivíduos frequentem ou se matriculem em qualquer estabelecimento similar enquanto estiverem cumprindo pena.

Atualmente, a legislação vigente não estabelece proibições específicas sobre os locais que um condenado pode frequentar, a menos que haja uma medida protetiva em vigor.

Com a nova proposta, a condenação por violência contra a mulher em ambiente de academia resultará na proibição automática de matrícula e frequência do agressor em estabelecimentos desse tipo.

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A relatora, deputada Flávia Morais (PDT-GO), apresentou uma versão que unifica o Projeto de Lei 3801/23, de autoria do deputado Jeferson Rodrigues (PSDB-GO), e o substitutivo da Comissão do Esporte. A deputada propôs que essa proibição seja incorporada diretamente ao Código Penal, em vez de ser tratada por meio de uma lei separada.

Adicionalmente, a proposta determina que as academias terão o direito de rescindir contratos com alunos que tenham praticado atos de violência contra mulheres em suas instalações, sem que isso gere qualquer custo para o estabelecimento.

Proteção e prevenção

Segundo a deputada Flávia Morais, a iniciativa possui um papel preventivo importante, pois visa coibir a repetição de atos violentos contra mulheres em academias esportivas.

"Esta medida não se limita a sancionar comportamentos passados, mas também busca impedir que episódios que violem a integridade feminina voltem a ocorrer", destacou a parlamentar.

Próximos passos

O projeto está em tramitação conclusiva e será submetido à análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para que se torne lei, a proposta precisa ser aprovada tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

 

 

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias

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