Juiz de Fora deu um passo decisivo na preservação de sua identidade com o lançamento oficial da Hemeroteca Digital (https://acervodigital.pjf.mg.gov.br). A plataforma, que entrou no ar na última sexta-feira (27/03), democratiza o acesso a documentos que narram a trajetória do município desde o final do século XIX até as primeiras décadas do século XX, permitindo que qualquer cidadão realize consultas remotas de qualquer lugar do mundo.
O projeto é fruto de uma cooperação técnica entre a Prefeitura de Juiz de Fora, por meio da Funalfa e da Emtec, e o IF Sudeste MG. Denominada "Juizforana", a iniciativa foi coordenada pelo professor Jefferson de Almeida Pinto e contou com suporte técnico da área de informática. O sistema foi desenvolvido para hospedar o acervo de memória da Biblioteca Municipal Murilo Mendes (BMMM) e do Arquivo Histórico, materiais que antes demandavam presença física para pesquisa.
Digitalização e Modernização do Acervo
De acordo com o Departamento de Memória e Patrimônio Cultural (Dempac) da Funalfa, cerca de 70% do acervo já passou pelo processo de digitalização. O portal foi estruturado para ser expansível, o que significa que novos documentos e jornais serão inseridos continuamente à medida que o trabalho técnico avançar.
A criação da plataforma atende a uma demanda antiga da Biblioteca Murilo Mendes de tornar público o material que já estava digitalizado, mas permanecia indisponível para consulta externa. A base documental do projeto foi consolidada ao longo de anos pela historiadora Heliane Casarin, cujo trabalho foi fundamental para a organização dos arquivos que agora ganham o ambiente virtual.
Acesso à informação e preservação
Para o diretor-geral da Funalfa, Rogério Freitas, a plataforma representa o marco inicial de uma série de ações de modernização da Biblioteca Municipal. Além de jornais e revistas de época, a Hemeroteca Digital abriga documentos administrativos e históricos essenciais para pesquisadores, estudantes e entusiastas da história local.
Embora o acesso digital facilite a busca, os documentos originais seguem preservados e disponíveis para consulta física nas sedes das instituições. A iniciativa reforça o compromisso da cidade com a transparência histórica e o fortalecimento do patrimônio documental juiz-forano.
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