Marcando o início do Mês da Mulher, a segunda faixa do EP do quarteto Samba de Colher será lançada nesta sexta-feira, 3, em todas as plataformas digitais. “Acabou” fala sobre fim de relacionamentos amorosos. “O que aconteceu? Em que momento a gente se perdeu?”, diz a canção composta por Alessandra Crispin. O EP, que é o primeiro lançamento autoral do grupo de pagode juiz-forano, foi gravado no Beco, com participação especial de MC Xuxu, sendo viabilizado com patrocínio do Programa Cultural Murilo Mendes, mantido pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) e gerido pela Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa).
Samba de Colher é formado por Alessandra Crispin (cavaco e voz), Isabella Queiroz (tantã e voz), Mariana Assis (pandeiro e voz) e Tamires Rampinelli (violão e voz), além de uma rede de profissionais juiz-foranos que atuam nos bastidores.
Criado em 2018, o quarteto contribui para a difusão dessa linguagem popular, fruto de resistência. “O amor pelo pagode uniu o nosso grupo e, além de acessarmos pessoas que já amam o pagode, também estamos em campo para que o público que não conhece ou não tem o costume de ouvir esse estilo musical se abra para essa possibilidade, uma vez que o pagode faz parte da essência da música popular brasileira. Observando a área acadêmica, percebo que existe um distanciamento em relação ao pagode, diferentemente do que acontece com o samba. Existe preconceito, mas, quando a gente toca, a galera sabe as letras e canta de braços abertos, e isso é muito bonito”, afirma Tamires.
A banda começou tocando pagode dos anos 1990 e agora investe em um trabalho autoral, no qual a ideia é permitir que a mulher seja protagonista em todos os campos, como cantora, compositora, produtora, empresária, instrumentista, etc. “O Samba de Colher apresenta o ponto de vista feminino. Tira a mulher do lugar de objeto e a coloca como dona da história. É o nosso lugar de fala,” pontua Tamires. Ela acrescenta que essa quebra de padrão encontra ressonância principalmente entre outras mulheres, pessoas pretas e LGBTIAN+, que formam o público principal da banda.
Antes de “Acabou”, o grupo já havia disponibilizado “Pagar pra Ver”, também composição de Alessandra Crispin. Outras quatro faixas completam o EP: “Madrugada” (Alessandra Crispin), “Água pra Rolar” (Alessandra Crispin, Helô Mendes e Tamires Rampinelli), “Um Beijo / Liberdade” (MC Xuxu) e “Vem com a Gente” (Tamires Rampinelli).
O EP completo, que tem contribuição da etnomusicóloga Amana Veiga, deve ser disponibilizado nas plataformas digitais no dia 24 deste mês, com show gratuito na mesma data na Praça CEU (Centro de Artes e Esportes Unificados Coronel Adelmir Romualdo de Oliveira), localizada na Avenida JK 5.899 - Benfica.
Grupo Samba de Colher lança nova música nas plataformas digitais
Lançamento marca início do Mês da Mulher
Por Geraldo Gomes
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Geraldo Gomes
Fundador, diretor e presidente do Portal de notícias RCWTV. Trabalhou na TVE, TV pública de Juiz de Fora, como diretor de imagem, e depois empreendeu no ramo de eventos evangélicos com a empresa Gospel Videos. Mais tarde fundou a RCWTV, inicialmente...
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