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Quarta-feira, 27 de Maio 2026
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FIEMG critica reajuste da conta de luz aprovado pela ANEEL e alerta para impactos na indústria mineira

Federação aponta que aumento nas tarifas da CEMIG supera a inflação e pode elevar custos de produção e preços ao consumidor

Fernando Hemilton Viana
Por Fernando Hemilton Viana
FIEMG critica reajuste da conta de luz aprovado pela ANEEL e alerta para impactos na indústria mineira
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A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) manifestou preocupação com o reajuste tarifário anual aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para consumidores atendidos pela Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG). O aumento médio autorizado foi de 6,5%, mas, segundo a entidade, o impacto sobre o setor industrial será ainda maior devido ao reajuste de 9,43% aplicado às tarifas de alta tensão.

De acordo com a FIEMG, a alta afeta diretamente as indústrias mineiras, já que a energia elétrica representa um dos principais custos operacionais do setor produtivo.

Reajuste supera inflação acumulada

Segundo o coordenador da Gerência de Energia da FIEMG, Sérgio Pataca, o percentual aplicado às tarifas industriais é significativamente superior à inflação acumulada no período, estimada em 4,39%.

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“Para se ter dimensão do impacto, o reajuste de 9,43% aplicado à alta tensão é mais que o dobro da inflação acumulada no período. O reajuste médio geral de 6,5% também supera a inflação, sendo cerca de uma vez e meia maior que o índice registrado no mesmo intervalo”, afirmou.

Entidade vê reflexos na competitividade e no custo de vida

A FIEMG alerta que o aumento da energia elétrica pode comprometer a competitividade das empresas instaladas em Minas Gerais e gerar reflexos em toda a cadeia econômica.

Segundo a entidade, o encarecimento da produção industrial tende a ser repassado aos consumidores, impactando diretamente o preço final dos produtos e pressionando a inflação.

“Quando a energia da indústria fica mais cara, o impacto não se restringe à conta de luz. Esse aumento acaba chegando ao preço dos produtos consumidos pela população. No fim, toda a sociedade sente os efeitos de uma energia elétrica mais cara”, completou Pataca.

Federação pede atenção ao setor elétrico

A FIEMG também criticou o cenário de constantes reajustes no setor elétrico brasileiro e destacou que fatores como encargos setoriais, subsídios cruzados e decisões regulatórias têm contribuído para o aumento contínuo das tarifas.

A entidade informou que seguirá defendendo medidas voltadas para uma matriz elétrica mais eficiente, equilibrada e acessível, visando reduzir os impactos para empresas e consumidores.

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Fernando Hemilton Viana

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Fernando Hemilton Viana

Jornalista em formação e correspondente da Mural. Um curioso por natureza, apaixonado por cinema, arte, musica, literatura e tudo que envolva cultura e comunicação.

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