A extrema direita é objeto central do episódio mais recente do programa IdPesquisa, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). No episódio, o professor Odilon Caldeira Neto, referência em História Contemporânea, apresenta o trabalho do Observatório da Extrema Direita (OED) e o projeto de extensão Topografia do Extremismo.
Ambas as iniciativas buscam compreender a atuação política, ideológica e simbólica da direita radical no cenário nacional e internacional.
O que é o Observatório da Extrema Direita?
Coordenado por Odilon Caldeira Neto, o OED é um grupo de pesquisa vinculado ao Laboratório de História Política e Social (LAHPS/UFJF). Também participam da coordenação:
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Davi Magalhães (PUC-SP)
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Isabela Kalil (FESPSP)
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Guilherme Casarões (FGV-EAESP)
O grupo se dedica a estudar manifestações históricas e atuais da extrema direita no Brasil e no exterior.
Quais são os focos da pesquisa?
Segundo o professor Neto, o OED se organiza em duas grandes linhas de investigação:
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Transnacionalização da extrema direita
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Mapeamento da circulação de discursos, símbolos e práticas entre países.
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Análise de como essas ideias se adaptam ao contexto ibero-americano.
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Culturas da extrema direita
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Estudo de simbologias, rituais, narrativas e elementos discursivos.
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Entendimento da produção ideológica local, regional e global.
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Violência simbólica e ataques às escolas
O pesquisador alerta que o fenômeno da extrema direita vai além de partidos e governos. Ele se manifesta em episódios de violência, como os ataques a escolas:
“A existência dos atentados às escolas é a ponta final de uma presença de radicalização.”
A conexão entre discursos de ódio e esses atentados é uma das preocupações do grupo.
Projeto Topografia do Extremismo: o que ele faz?
O projeto de extensão atua na identificação e reflexão sobre os símbolos de ódio utilizados por subculturas da extrema direita.
Entre os objetivos, destacam-se:
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Construir um banco de dados de símbolos associados a discursos radicais.
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Capacitar educadores e sociedade civil para identificar símbolos que, mesmo discretos, representam discursos perigosos.
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Promover uma cultura de prevenção em ambientes escolares e nas redes sociais.
Exemplos de símbolos analisados
O estudante João Vitor Perrout Gomes Silva, que integra o projeto desde 2023, destaca a relevância de reconhecer símbolos pouco conhecidos, como:
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Sol Negro: símbolo de origem germânica adotado por movimentos neonazistas no Brasil, EUA, Ucrânia e Europa.
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Copo de leite, emoji de raio, sapo Pepe: utilizados de forma codificada por grupos supremacistas.
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Número 88: código numérico para a saudação nazista “Heil Hitler”.
Esses elementos, segundo o professor Neto, podem parecer inofensivos, mas carregam significados perigosos que precisam ser desvendados.
Onde assistir e ouvir o episódio completo
Você pode acessar o episódio completo do IdPesquisa nas seguintes plataformas:
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