Minas Gerais acelerou rumo à eletrificação automotiva e já colhe resultados expressivos: entre janeiro e abril de 2025, o Estado mais que dobrou as vendas de veículos eletrificados em relação ao mesmo período do ano passado, saltando de 3.079 para 6.330 unidades. O avanço consolidou Minas como o segundo maior mercado do país, atrás apenas de São Paulo, segundo levantamento da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).
Somente em abril, foram 2.509 emplacamentos em território mineiro, o que representa 10,4% da fatia nacional. São Paulo lidera com folga, concentrando 30,3% do total com 6.007 unidades comercializadas no mês.
O vice-presidente da ABVE, Thiago Sugahara, avalia que a eletrificação já deixou de ser tendência para se tornar realidade urbana nas grandes cidades brasileiras. “O carro elétrico já começa a fazer parte do dia a dia de grande parte dos brasileiros, especialmente em capitais como São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro”, afirma.
Em Minas, parte da expansão se deve à Fiat, que tem ampliado a oferta de modelos micro-híbridos (MHEV) no estado. Esses veículos, apesar de não terem tração elétrica, contam com sistemas de eletrificação leve, como o start-stop, que ajuda a reduzir o consumo e as emissões.
No cenário nacional, os híbridos plug-in (PHEV) continuam dominando a preferência dos consumidores, por unirem o alcance do motor a combustão com a possibilidade de rodar curtas distâncias no modo 100% elétrico. “Chegamos a um ponto da evolução da eletromobilidade no Brasil em que o consumidor já pode escolher qual a tecnologia mais adequada ao seu perfil, em vez de se adaptar às poucas opções disponíveis antes”, observa Ricardo Bastos, presidente da ABVE.
O setor também se movimenta com os investimentos promissores de fabricantes estrangeiras. A montadora chinesa GWM, por exemplo, já anunciou R$ 6 bilhões para nacionalizar sua produção no Brasil. Segundo Sugahara, 2025 deve marcar o início da substituição de importações por fabricação local, impulsionando não apenas as montadoras, mas toda a cadeia produtiva, de baterias a autopeças.
Apesar da retomada da taxação sobre veículos elétricos importados, que deve alcançar 35% até 2026, o otimismo do setor permanece. “O objetivo inicial foi permitir a entrada de produtos importados para estimular o mercado. Agora, o foco será fomentar a produção local, o que será possível com o Programa Mover”, explica Sugahara.
A expectativa é que o mercado continue crescendo, embora em ritmo mais moderado nos próximos meses. “Esperamos um movimento contínuo de expansão, talvez não tão acelerado quanto nos últimos anos. Os micro-híbridos têm ganhado espaço, e a eletrificação tende a se consolidar ainda mais no Brasil”, completa o dirigente.
No acumulado nacional de 2025, o país já somou 54.683 veículos leves eletrificados comercializados, incluindo os modelos BEV, PHEV, HEV e HEV Flex, com 14.759 apenas em abril, o que representa um crescimento de 2,6% em relação a março.
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