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Quinta-feira, 30 de Abril 2026
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Excesso de peso compromete durabilidade do caminhão

Especialista da Nakata alerta que operar acima da capacidade máxima de tração leva as peças ao limite do estresse material, resultando não só em prejuízos financeiros com manutenção corretiva, mas também colocando em risco os ocupantes do veículo e os usuários das estradas.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Excesso de peso compromete durabilidade do caminhão
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No competitivo setor de transporte de cargas, a busca pela maximização do lucro muitas vezes leva a uma armadilha perigosa: o excesso de peso, um dos principais “vilões” da vida útil de um caminhão, pois submete todos os sistemas mecânicos a um esforço superior ao que foi projetado para suportar.

Apesar de a ideia de aproveitar a viagem parecer lucrativa a curto prazo, a realidade matemática e mecânica revela um cenário oposto. O sobrepeso não é apenas uma infração de trânsito; é um acelerador de custos operacionais e um risco crítico à segurança viária. Ao operar com o caminhão acima de sua capacidade máxima de tração, as peças são levadas ao limite do estresse material. Para o frotista, isso se traduz em um ciclo vicioso de manutenção corretiva das longarinas.

Peças que sofrem com o sobrepeso

Um dos sistemas mais prejudicados pelo excesso de carga é o de suspensão. “As molas podem perder a arqueação, apresentar trincas e até quebrar. Outras peças periféricas também sofrem maior desgaste. Além disso, o calor gerado pelo trabalho excessivo pode degradar o fluido interno do amortecedor e romper os retentores, ocasionando vazamentos”, comenta Leandro Leite, coordenador de assistência técnica da Nakata.

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O sistema de freio também fica sobrecarregado, pois precisa converter mais energia cinética em calor para a parada do veículo. “Lonas e pastilhas têm maior desgaste, tambores e discos podem sofrer deformações térmicas, empenando ou criando microfissuras, e o fluido de freio pode superaquecer, levando à ebulição, com formação de bolhas de ar e perda de eficiência”, afirma o especialista.

“Nada é poupado: o excesso de peso também afeta o sistema de transmissão, provocando danos à embreagem, às engrenagens do diferencial e às cruzetas do cardan, além do motor, que passa a trabalhar em rotações e temperaturas mais altas, acelerando a degradação do óleo lubrificante e o desgaste de anéis e bronzinas; e do chassi, que pode sofrer empenamento das longarinas”, explica Leite, acrescentando ainda que o peso elevado ocasiona ainda desgaste prematuro dos pneus e até estouros devido ao superaquecimento.

Mais gastos e menos segurança

Segundo Leite, a questão vai muito além dos prejuízos financeiros com a manutenção corretiva. O excesso de carga altera o centro de gravidade do veículo, aumentando a distância de frenagem e elevando o risco de acidentes, inclusive tombamentos em curvas.

Estratégias de mitigação para frotistas

Para garantir a lucratividade da empresa e a segurança nas estradas, o especialista recomenda ficar atento à pesagem rigorosa na origem, implementando, inclusive, protocolos de conferência no carregamento; à conscientização de toda a equipe sobre a importância da distribuição adequada da carga e do peso; e ao monitoramento por telemetria.

 




Website: https://www.nakata.com.br/
FONTE/CRÉDITOS: DINO

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