Especialistas reunidos na Câmara dos Deputados alertaram nesta quinta-feira (24) sobre os graves riscos associados ao atual fenômeno El Niño, intensificado pelas mudanças climáticas globais.
O professor Paulo Antunes Horta, da Universidade Federal de Santa Catarina, destacou em audiência na Comissão de Meio Ambiente que o aquecimento recorde das águas do Oceano Pacífico exige respostas imediatas do poder público.
Segundo Horta, a anomalia térmica posiciona este evento entre os mais intensos da história. O pico é esperado para novembro.
O pesquisador comparou a situação ao severo evento de 1877. Naquela ocasião, milhões de pessoas sofreram com escassez de recursos básicos e doenças.
Projeções internacionais indicam consequências severas para a economia global e brasileira. Setores como agricultura, pecuária e pesca enfrentam ameaças diretas de quebra na produção.
Diante desse cenário, o especialista defendeu que o Parlamento assuma um papel protagonista na prevenção de catástrofes climáticas e na proteção das populações vulneráveis.
Por sua vez, a consultora legislativa Kenya Simões ponderou que o país já possui arcabouço legal robusto, mas carece de efetiva aplicação prática.
Entre as normas vigentes, destacam-se a Política Nacional sobre Mudança do Clima e diretrizes voltadas para a gestão de riscos e desastres.
Auditorias recentes também reforçam a necessidade de aprimorar sistemas de alerta prévio e capacitar as defesas civis locais em todo o território nacional.

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