O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciou a inclusão de novas condições para o atendimento especializado no edital do Enem 2026, com o objetivo de oferecer maior suporte aos participantes. A partir desta edição, candidatos diagnosticados com transtornos mentais, como crise de ansiedade, Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), além de fibromialgia, poderão solicitar recursos específicos durante as provas.
Essa expansão significa que, por exemplo, um indivíduo com histórico de transtorno de ansiedade poderá ter o apoio de um acompanhante durante a realização do exame, garantindo um ambiente mais adequado e tranquilo para sua participação.
Para ter acesso a esses recursos, o participante deve formalizar a solicitação de atendimento especializado durante o período de inscrição, acessando exclusivamente a Página do Participante do exame.
É fundamental estar atento, pois o prazo para as inscrições do Enem 2026 se encerra nesta sexta-feira, dia 5.
Outras condições contempladas
Além das novas inclusões, o Inep mantém o atendimento especializado para outras condições já previstas em edições anteriores do Enem. Podem solicitar este suporte candidatos com baixa visão, cegueira, deficiência física, deficiência auditiva, surdez, deficiência intelectual, dislexia e Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A lista se estende a participantes com diabetes, gestantes, lactantes, idosos, estudantes em classe hospitalar e outras condições específicas que demandem recursos diferenciados para a realização das provas.
Processo de aprovação e recursos disponíveis
Para que o atendimento especializado seja garantido, a solicitação de cada candidato passa por uma análise e precisa ser confirmada pela equipe do Inep. É crucial que todas as solicitações sejam devidamente comprovadas por meio de documentação adequada, como laudo médico, conforme detalhado no edital do Enem 2026.
Uma vez aprovado, o participante terá acesso a diversos recursos de acessibilidade. Entre eles, a possibilidade de ser acompanhado por um cão-guia ou cão de apoio emocional, utilizar material próprio e outros dispositivos como aparelho auditivo, implante coclear, máquina de escrever em Braille, caneta de ponta grossa, óculos especiais, lupa e tábuas de apoio.
Também são permitidos itens como bolsa de colostomia, medidor de glicose e bomba de insulina. Contudo, é importante ressaltar que todos esses recursos serão vistoriados pelo chefe de sala antes do início das provas, para assegurar a conformidade com as normas do exame.
Apoio em sala reservada
Para participantes lactantes, nos dias 8 e 15 de novembro, um acompanhante adulto permanecerá em uma sala reservada. A função desse acompanhante é zelar pela criança em fase de amamentação ou estar disponível caso a participante necessite de assistência durante o exame.
De forma similar, candidatos com transtornos mentais que solicitarem o atendimento especializado poderão ter um acompanhante. Este aguardará na mesma sala reservada, sob monitoramento de fiscais, para prestar apoio ou auxiliar na estabilização do participante, se necessário.
O espaço reservado também está disponível para acolher profissionais ou familiares que prestem auxílio ao participante em necessidades básicas, como ir ao banheiro ou se alimentar durante a aplicação das provas. É importante destacar que o acompanhante não terá acesso à sala de provas e passará por revista eletrônica com detector de metais, assim como os demais participantes.
Crescimento da acessibilidade no Enem
A preocupação com a acessibilidade no Enem tem demonstrado um avanço significativo. Em 2025, o Inep concedeu a utilização de aproximadamente 165 mil recursos de acessibilidade para mais de 116 mil participantes que solicitaram atendimento especializado.
Este compromisso é evidenciado pelo expressivo aumento no número de pessoas com atendimento especializado no Enem, que registrou um crescimento de 191% entre 2022 e 2025, passando de 30.856 para 89.770 participantes.
O papel do Enem na educação brasileira
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) desempenha um papel fundamental na avaliação do desempenho escolar dos estudantes ao final da educação básica. Considerado a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil, ele viabiliza o acesso a programas federais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Tanto instituições de ensino públicas quanto privadas utilizam os resultados das provas do Enem como critério para a seleção de seus futuros alunos.
Adicionalmente, desde a edição de 2025, o Enem retomou a função de certificar a conclusão do ensino médio. Para isso, os candidatos com 18 anos ou mais devem alcançar a pontuação mínima exigida em cada área do conhecimento e na redação.
Os resultados individuais do exame também abrem portas para estudos no exterior. Eles podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que mantêm convênio com o Inep, facilitando o acesso de estudantes brasileiros interessados em cursar o ensino superior em Portugal.

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