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Terça-feira, 09 de Junho 2026
Economia

Emplacamentos de veículos registram alta em fevereiro, informa Fenabrave

O programa Carro Sustentável, com a redução do IPI para veículos mais leves e sustentáveis, impulsionou as vendas de automóveis e comerciais leves.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Emplacamentos de veículos registram alta em fevereiro, informa Fenabrave
© José Cruz/Agência Brasil
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O mercado automotivo brasileiro registrou um crescimento nos emplacamentos de veículos novos em fevereiro, conforme dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) nesta quarta-feira (4). O aumento foi de 4,13% em comparação com o mesmo mês de 2025.

Este levantamento abrange uma variedade de categorias, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas e implementos rodoviários, como reboques e carrocerias.

No total, 374.931 veículos novos foram comercializados, o que também representa uma expansão de 2,25% em relação a janeiro de 2026.

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A federação atribui essa elevação principalmente ao desempenho dos automóveis e comerciais leves, que apresentaram um avanço de 8,82% no mês, e aos implementos rodoviários, com um notável crescimento de 15,3% na comparação com janeiro.

Programa Carro Sustentável impulsiona vendas

Um dos fatores cruciais para o dinamismo observado nas vendas de automóveis e comerciais leves é a implementação do programa Carro Sustentável, iniciativa do governo federal lançada em meados do ano passado.

Essa política governamental promoveu a redução das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos que se destacam pela leveza, eficiência energética e utilização de fontes de energia limpa.

De acordo com Arcelio Junior, presidente da Fenabrave, os modelos contemplados por essa categoria tiveram um aumento de quase 25% em seus emplacamentos devido aos incentivos do programa.

A Fenabrave detalha que, entre julho de 2025 e fevereiro deste ano, foram emplacadas 301.977 unidades de veículos que se enquadram no programa, um volume significativamente maior em comparação com as 241.906 unidades do mesmo tipo registradas no período anterior à sua vigência.

Setor de caminhões mostra sinais de recuperação

Considerando-se o conjunto de automóveis, veículos comerciais leves, caminhões e ônibus, o mês de fevereiro registrou a venda de 185.150 unidades. Esse número representa um leve aumento de 0,12% em comparação com fevereiro do ano anterior e um crescimento mais expressivo de 8,57% em relação a janeiro.

O segmento de caminhões, em particular, começou a esboçar uma recuperação, impulsionado, em grande parte, pelo programa Move Brasil. Lançado em janeiro deste ano, o programa visa facilitar o acesso a crédito para a aquisição de caminhões.

Apesar de um crescimento mensal de 3,73% no segmento, a comparação anual ainda revela uma retração acumulada de 24,15%.

Arcelio Junior, presidente da Fenabrave, esclarece que o transporte de cargas é um setor historicamente sensível às condições macroeconômicas, especialmente à disponibilidade de crédito.

“A decisão de investir neste segmento está diretamente ligada ao custo do crédito e às projeções para a atividade econômica, além de depender de programas de estímulo às vendas, como o Move Brasil”, pontua Arcelio Junior.

O programa Move Brasil prevê a liberação de R$ 10 bilhões em linhas de crédito, dos quais R$ 4,2 bilhões já foram contratados até o momento.

Motos continuam como motor do mercado

O segmento de motocicletas mantém sua posição como principal propulsor do mercado automotivo em 2026, evidenciando um robusto crescimento de 9,97% em relação a fevereiro do ano passado.

“A motocicleta permanece como uma alternativa eficaz para a mobilidade individual e para serviços de transporte, cuja demanda se expandiu desde a pandemia. Ela também tem sido vista como um segundo veículo familiar”, observa o presidente da Fenabrave.

Projeções para o ano de 2026

Para o ano de 2026, a Fenabrave projeta um avanço geral do setor em torno de 6,10%, com o segmento de motocicletas liderando esse crescimento, estimado em 10% para o ano.

Quanto aos automóveis e comerciais leves, a expectativa é de uma expansão de cerca de 3%, totalizando aproximadamente 2,62 milhões de unidades comercializadas.

FONTE/CRÉDITOS: Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

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