As eleições 2026 estabeleceram um marco histórico ao registrar o maior número de candidaturas indígenas já contabilizado no Brasil. Um estudo recente da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) revelou que 191 nomes foram enviados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Esse total representa uma alta de quase 3% em comparação com o pleito geral de 2022. O avanço reflete uma trajetória contínua de ocupação de espaços políticos pelos povos originários.
Apesar do recorde, o volume de postulantes indígenas ainda representa menos de 1% do total geral de 20.506 pedidos computados pelo TSE até o momento.
Distribuição geográfica e etnias
Os concorrentes estão espalhados por 26 estados brasileiros e abrangem todos os seis biomas do país. A Amazônia Legal lidera com 80 registros.
Ao todo, 64 etnias diferentes marcam presença na disputa. Os Macuxi, de Roraima, encabeçam a lista com 13 nomes, seguidos pelos Guarani Kaiowá.
Participação das mulheres
As mulheres representam 44% dos registros indígenas. Embora tenha ocorrido uma leve oscilação em relação a 2022, a proporção supera a média nacional feminina.
Para lideranças da Apib, essa incidência reforça o protagonismo feminino na defesa dos territórios e na construção de projetos políticos coletivos.

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se