A moeda americana voltou a desvalorizar, fechando no menor patamar em vinte meses, impulsionada pela apreensão dos investidores em relação à política tarifária do então presidente Donald Trump. Enquanto isso, a bolsa de valores, que começou o dia em alta, inverteu seu curso e registrou queda, refletindo a influência do cenário internacional.
Nesta segunda-feira (23), o dólar comercial finalizou o pregão cotado a R$ 5,169, apresentando uma leve desvalorização de R$ 0,007, equivalente a -0,14%. A cotação iniciou o dia em ascensão, atingindo R$ 5,19 por volta das 9h30, mas reverteu a tendência e caiu no período da manhã, alinhando-se ao comportamento do mercado global.
O valor atual da moeda norte-americana representa o ponto mais baixo desde 28 de maio de 2024, data em que registrava R$ 5,15. No acumulado de fevereiro, a divisa já apresenta uma retração de 1,51%, enquanto a queda total em 2025 chega a 5,83%.
O mercado acionário, por sua vez, experimentou um dia de maior instabilidade. O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a sessão em 188.853 pontos, com uma desvalorização de 0,88%. O indicador chegou a registrar alta de 0,23% às 11h57, mas inverteu a tendência no período da tarde, influenciado pela queda das ações de bancos e pelo desempenho das bolsas de Nova York.
As flutuações no mercado foram amplamente atribuídas às incertezas geradas pela possível imposição de tarifas pelo então presidente Donald Trump. O dólar iniciou o dia em valorização, impulsionado por importadores que aproveitaram a cotação mais favorável da sexta-feira (20) para adquirir a moeda. Contudo, essa dinâmica se alterou com a abertura do mercado norte-americano e o consequente fluxo de capitais para economias emergentes, como o Brasil.
No que diz respeito à bolsa, observou-se um movimento de realização de lucros, especialmente no setor bancário, após o recorde atingido na sexta-feira. Simultaneamente, a correção nas bolsas dos Estados Unidos nesta segunda-feira exerceu impacto sobre os mercados acionários em escala global.
Contrariando a tendência geral, as ações de empresas petrolíferas registraram alta, beneficiadas pela valorização do petróleo no mercado internacional. Esse cenário foi impulsionado pelo agravamento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã, com o então presidente Trump reiterando ameaças de uma intervenção militar de maior envergadura contra a nação asiática.
* Com informações da Reuters
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